12
Mai
09

Boletim sobre as Eleições do DCE

Vitória da Chapa 3 Força Estudantil

Denúncias e pedidos de impugnação atentam contra a democracia estudantil

As eleições para o DCE aconteceram nos dias 06 e 07 de maio. Estavam na disputa três chapas: A 1 Da luta não me retiro representava a continuidade da diretoria anterior, conduzida pelo Psol e Pstu. A 2 Surreal Chapa nóis: veredas não apresentou um programa. A 3 Força Estudantil teve sua origem num grupo de estudos sobre as correntes no movimento estudantil, elaborou conjuntamente a tese 3 para o Congresso do DCE, organizou a calourada e o jornal para a recepção de calouros.

A posse da chapa 3 está ameaçada por denúncias infundadas. As acusações partem de integrantes da comissão eleitoral, mas esta comissão não é neutra, seus integrantes manifestaram apoio às outras chapas o que lança suspeição a estas denúncias.

Quais são as acusações?

Boca de urna no CECA

No dia das eleições uma integrante da chapa 3 passou em sala convidando os estudantes a votarem, há testemunhos dos estudantes e professores de que não foi realizada propaganda da chapa, mas sim a divulgação das eleições.

Boca de Urna no CCS

Acusam um integrante da chapa de ter ligado para um estudante do CCS e este teria feito campanha.

A punição proposta pela comissão eleitoral é de impugnação das urnas, principalmente do CCS, isto significa a derrota da chapa 3 e vitória da chapa 2. As denúncias são levianas por não terem materialidade, condição para qualquer julgamento isento, as vacilações da comissão eleitoral em punições às outras chapas levantam desconfianças: A chapa Da luta não me retiro divulgou seu número antes de isto ser decidido, teve vantagens, mas sua punição foi apenas falar 19 minutos em vez de 20 minutos nos debates. A chapa 2 se inscreveu depois do horário estabelecido pela comissão eleitoral, mas esta comissão não questionou esta inscrição.

Quem decidirá sobre o desenlace das eleições serão os Centros Acadêmicos, reunidos no Conselho Deliberativo. É muito importante que esta seja uma decisão pautada nos fatos e que reafirme a democracia estudantil, cuja expressão foi a votação nas urnas.

Defendemos a posse de nossa chapa, Força Estudantil, porque estamos dispostos a defender as instâncias coletivas do movimento estudantil, organizar a resistência aos ataques da reitoria: fim do voto paritário que deixará os estudantes com apenas 15% do poder de decisão nas eleições para reitor; implantação do plano de segurança (controle, PM no campus e muro); garantir que a informação chegue aos estudantes por meio de um jornal regular e campanhas de comunicação; organizar as finanças de forma transparente, publicar balanços regulares e garantir que os estudantes saibam e decidam sobre origem dos recursos e utilização.

CHAPA1 CHAPA2 CHAPA3 NULOS BRANCOS
CCE

83

12

9

1

0

105

CCS

8

3

33

15

0

59

CTU

5

6

93

2

0

106

ODONTO

6

8

14

23

0

51

CCB

30

34

9

8

1

82

CLCH

44

120

26

15

0

205

CCA

27

3

9

7

0

46

CECA

30

14

79

1

2

126

CEF

7

98

6

5

0

116

CESA

42

13

40

13

0

108

282

311

318

90

3

06
Mai
09

Os Partidos e o Movimento Estudantil da UEL

Gostaria de tratar sobre um tema importante que surgiu durante esse processo eleitoral. Ele diz respeito à afirmação que algumas pessoas fazem de que a chapa da qual fazemos parte é uma chapa do POR. As pessoas que fazem essa afirmação agem dessa forma para associar a imagem desse partido à nossa. Isso por que fazem uma avaliação negativa do que esse partido representa de modo geral. Sobre este assunto gostaria de dizer apenas que não compactuo dessa avaliação assim como não estou minimamente disposto a discutir sobre ela. Objetivamente falando nenhum dos membros da nossa chapa é filiado a qualquer partido político, ou seja, a nossa chapa é formada exclusivamente por estudantes independentes.

Por independentes entenda-se não estudantes que não tomam parte, ou estudantes que não tomam partido: Apenas estudantes que não são filiados a partidos políticos, lancem esses partidos candidatos ou não.

Agora, além dessa questão existe outra questão objetiva que diz respeito à desconfiança que as pessoas em geral têm em relação à atuação de partidos políticos nos movimentos, principalmente quando se tratam de eleições. Isso reflete em parte, a trajetória do partido que até há alguns anos atrás era visto como legítimo representante das classes trabalhadoras, o PT. Agora, verdade seja dita, essa desconfiança se deve principalmente a uma prática comum não a todos os partidos, mas principalmente às legendas eleitorais, ou seja, aos partidos que lançam candidatos.

Agora por que isso acontece?

Isso se deve à contradição que existe entre acreditar que os problemas que atingem a sociedade podem ser resolvidos através da via parlamentar ou se eles devem ser resolvidos através da luta política. Ou até a acreditar que, de alguma forma, é possível obrigar o Estado a trabalhar a serviço das classes trabalhadoras. De alguma forma, no discurso, todos os partidos que representam legendas eleitorais defendem uma idéia parecida com essa. A conseqüência disso é o fato de tentarem aliar alguma forma de mobilização e de atividade política com a capitalização de votos. Agora o que vemos na prática é que os fins acabam se revelando outros, ou seja, quanto mais um partido começa a se preocupar com a capitalização de votos, cada vez mais ele passa a restringir a sua atuação política a isso.

Em termos de uma entidade como o DCE o que acontece é que, por mais que esses partidos defendam a importância de usar esse instrumento como meio para o fomento da luta política o que se vê na prática é que eles acabam relegando essa luta para segundo plano colocando em primeiro a promoção eleitoral dos seus próprios partidos. Ou como diz o ditado, aonde falta vontade política sobram desculpas. Inclusive em alguns casos esse fenômeno se apresenta de maneira bastante sutil que é através da completa falta de autonomia de alguns militantes em relação a seus partidos.

Quando eu comecei a militar no Movimento Estudantil em meados de 2006 nós discutíamos os projetos de Reforma Universitária que depois formariam o PL 7200. Naquele tempo nós discutíamos os diferentes projetos, suas emendas assim como os diferentes elementos que o compunham sendo que alguns desses elementos eram implementados através de decretos e medidas provisórias. Com o tempo, os projetos de Reforma Universitária do governo federal foram ganhando novas roupagens, assim como foram surgindo novos projetos. Sendo que um desses novos projetos foi o “Programa de Reestruturação das Universidades Federais”, também conhecido como REUNI.

Pois bem, como o próprio nome diz o REUNI é um projeto de reestruturação das Universidades FEDERAIS. Entretanto, por muito tempo, era a única coisa a respeito da qual as forças políticas que hoje estão representadas na chapa “Da Luta Não Me Retiro” sabiam falar. E isso era simplesmente ruim por que dizia muito pouco ou quase nenhum respeito às universidades estaduais como a nossa. Agora por que isso acontecia, ou seja, por que essas forças políticas estavam simplesmente deixando de lado a Reforma Universitária e, conseqüentemente, a análise dos elementos que permitiriam entender a solução para os problemas da UEL?

A minha opinião, e eu falo como pessoa que acompanhou de perto não só o Movimento Estudantil da UEL como a trajetória desse grupo é de que isso se deve a duas razões (que talvez possam se resumir a uma). A primeira dessas razões era por que esse era o centro das atenções do ANDES, que é uma enorme associação docente, de um enorme peso político, mas que entretanto é filiada ao CONLUTAS. A segunda dessas razões se deve ao fato de que essa era “a bola da vez”, ou seja, o principal projeto do Governo Federal que estava em pauta. Em outras palavras, esse projeto representava o calcanhar de Aquiles que os setores partidarizados do ME encontraram para se promover ELEITORALMENTE às custas do Governo Federal.

Assim como o ano de 2008 foi marcado pelas ocupações realizadas nas universidades federais, a começar pela Ocupação da UNB, o ano de 2007 havia sido marcado pela greve das estaduais paulistas, a saber a USP, a UNESP e a UNICAMP. E à semelhança dessas últimas, a universidade aonde nós estudamos é uma universidade ESTADUAL. Além disso, a luta dessas universidades havia se dado em torno de um tema muito importante ao movimento estudantil, que é o tema da Autonomia Universitária. Ou seja, a título de exemplo valeria muito mais discutir o processo ocorrido nas últimas justamente por que o caso delas – das estaduais paulistas – dizia muito mais respeito à nossa universidade do que o processo ocorrido nas primeiras.

Outra circunstância que serve bem para explicar essa situação são as campanhas de boicote ao ENADE. A primeira campanha de que eu participei foi há três anos atrás. Naquela época eu lembro de correr atrás de artigos que tratassem sobre o tema e de ter passado a madrugada inteira elaborando um script apenas para passar nas salas no outro dia de manhã para convidar as pessoas a participar da campanha. Tendo ouvido o questionamento de várias pessoas durante essas passagens em sala, eu tive a idéia de que até para sentir um mínimo de segurança a respeito da importância da campanha seria muito importante que essas discussões fossem feitas de maneira ampla, e pelo menos com dias de antecedência. Dava para perceber que era esperar demais, mesmo das pessoas mais conscientes que entretanto nunca tinham discutido a questão, querer que essas pessoas aderissem à campanha nessas circunstâncias.

Agora, qual é a importância do ENADE?

O ENADE é um elemento central do novo projeto de Reforma Universitária proposto pelo Governo Federal. Através dele, nota-se que dentro das antigas e já conhecidas políticas de liberalização dos serviços públicos o Estado buscava assumir o também já conhecido papel de “Agência Reguladora”, apenas fiscalizando a educação. Serviço esse que sabidamente seria prestado tanto pela iniciativa pública quanto pela privada.

Agora percebam, apesar da insistência não só minha, como de muitos militantes, vemos a mesma coisa todos os anos. No fim, a campanha de boicote ao ENADE não é construída como o resultado de uma discussão sobre o papel da Avaliação Institucional e sim é reduzida à passagem em salas e à distribuição de adesivos. Repito: TODOS os anos.

Em última análise quando falamos de forças políticas, ou seja, de pessoas que se propõem a representar uma categoria, onde quer que seja, esperamos que essa representação seja feita sob o princípio da autonomia e da independência políticas. Agora, já perceberam por que, apesar de dizer que defendem a democracia dentro da universidade, os membros da chapa 1 não defendem o Voto Universal? A minha opinião a esse respeito se deve ao fato de que a crítica deles ao projeto de Reforma Universitária não ultrapassa os marcos da Associação de Docentes ligada aos partidos que eles representam. Ou seja, dentro da universidade eles não têm autonomia diante da categoria que é a maior interessada na privatização das universidades: A burocracia universitária.

Por último outro grande receio que as categorias têm em relação à partidarização dos movimentos se deve à burocratização e ao aparelhamento. Por essa razão as pessoas evitam votar em chapas formadas exclusivamente por estudantes filiados a partidos principalmente quando se trata de um só partido. Entretanto o que as pessoas não percebem é que isso não é necessário. Em alguns casos, as chapas por mais que sejam formadas por estudantes independentes, esses não possuem uma linha política nem formação próprias de forma que acabam sendo dirigidos pelos estudantes filiados a partidos.

Agora em última análise o que a burocratização representa? A burocratização é um fenômeno que reflete a orientação política dos grupos que ocupam as funções de representação. Reflete a completa falta de interesse desses grupos em consultar as categorias que eles representam em relação à forma como se deve dar essa representação e por quais interesses essa entidade deve lutar. E isso por que eles têm medo de que os interesses do coletivo dos estudantes não necessariamente correspondam às estratégias dos seus respectivos partidos.

Finalizando essa é apenas uma contribuição que eu queria dar para o movimento, através da crítica das suas forças políticas e, pontuando que desde o princípio defendemos o Movimento Estudantil construído pela BASE, a começar pelo Congresso Estatuinte, passando pela Assembléia Geral, Conselho Deliberativo e por último os DCEs. Neste sentido o método que propomos para a superação desse problema é simplesmente o método da Democracia Estudantil.

03
Mai
09

Programa da Chapa Força Estudantil

http://chapadce2009.blogspot.com

O movimento estudantil da UEL vive um momento decisivo em que precisa dar resposta aos ataques da reitoria, à acelerada privatização da universidade e organizar-se em torno de um programa que o unifique com as lutas mais gerais dos trabalhadores.

Nós, (estudantes que formulamos a tese III para o Congresso do DCE-UEL, que nos dedicamos à organização da calourada 2009 e do jornal da recepção) compusemos a chapa FORÇA ESTUDANTIL por meio de plenárias, valorizando a organização em torno de idéias e princípios claros.

Nossas propostas para a diretoria do DCE:

Autonomia e Democracia na Universidade!

- Levantar a bandeira de uma universidade autônoma, pública, gratuita e laica. Que se auto governe, sem a interferência do Estado e de nenhum outro poder acima dela; que tenha plena liberdade e democracia;
- Eleição direta dos dirigentes da Universidade sem interferência do governador.
Voto universal considerando que todo membro da comunidade universitária é um cidadão igual aos outros com os mesmos direitos e deveres e que existe diversidade de posicionamentos tanto entre estudantes como entre docentes e funcionários.
- Organizar manifestações contra ações que ferem a autonomia e a democracia da Universidade como o atual plano de segurança que a reitoria quer implementar. Exigir que a discussão sobre o plano (muro e polícia no campus) seja submetida à Assembléia Geral Universitária, assim como todos os assuntos pertinentes aos membros da Universidade, não aceitar que uma minoria fale por todos;
- Garantir o preenchimento da representação estudantil nos conselhos superiores, propondo uma atuação que denuncie as ações da burocracia universitária; e lutar pela paridade nestes conselhos.

  • Organizar imediatamente a resistência junto com os funcionários e professores à proposta de mudar a regra eleitoral para eleição do Reitor, instituindo o voto da LDB que dá aos docentes o peso de 70% e apenas 15% para estudantes e funcionários.

Contra a privatização, abaixo todas as taxas!

· Exigir o fim das fundações como a FAUEL, HUtec e ITEDES que sobrevivem da cobrança de taxas (taxas para ter acesso ao certificado, atestado; multas por atraso de livros; cobrança de cursos como línguas, esportes, especialização lato sensu, etc.). A burocracia utiliza o argumento de um orçamento mais autônomo, enquanto na realidade utiliza a universidade como negócio, meio de lucro e “caixa dois” das reitorias. Além disso, isenta o Estado da responsabilidade de financiar integralmente o orçamento da educação.
· Rechaçar as políticas privatistas de educação do Governo Lula, como o REUNI; PROUNI e ENADE, assim como a Educação A Distância, vista pela burocracia como um mero negócio para vender diplomas;

Por uma frente anti-burocrática para trazer a UNE para o caminho da luta. Em defesa da Unidade!

· Defender a unidade do movimento estudantil e construir um grupo de oposição dentro da UNE, através da ampla unidade dos estudantes da UEL, Paraná e do Brasil, para pôr fim à burocracia que permanece há anos e reconquistar a entidade, visto a importância de uma frente única representante dos reais interesses estudantis; A divisão enfraquece a luta: que o Congresso Nacional de Estudantes organize essa intervenção anti-burocrática e unitária;

Em defesa da democracia estudantil!

Executar uma política que impulsione as lutas, que seja anti-burocrática, que respeite e fortaleça as instâncias coletivas, que reconheça a necessidade de fazer a informação circular e que aposte na formação política permanente;

· Compreender a informação como base para a politização e organização. Propagar as bandeiras de luta e ampliar a base estudantil por meio de um jornal elaborado coletivamente, de boletins, campanhas de cartazes, stencil, lamb e demais formas de comunicação.
· Resgatar a democracia estudantil: a diretoria deve convocar regularmente e se subordinar às decisões do Conselho Deliberativo, Assembléia e Congresso.
· Lutar conjuntamente com professores e funcionários da UEL, assim como com os estudantes das outras universidades do Paraná e Brasil;
· Buscar o fortalecimento dos vínculos com lutas dos trabalhadores em Londrina (transporte, contra repressão, articulação com bairros);
· As finanças do DCE devem ser controladas pela base, com transparência e prestação de contas. Os estudantes devem saber de onde vem o dinheiro e decidir como este deve ser utilizado.

Pelo acesso e permanência como parte do direito à educação!

Superar a perspectiva assistencialista que exige igualdade de acesso e permanência em todos os níveis de ensino como parte do direito à educação. São partes deste direito a gratuidade do transporte (luta pelo passe livre), da alimentação (pela construção de um novo RU e fim da taxa) e da moradia.

Não há como defender o acesso irrestrito ao ensino superior público (fim do vestibular) sem atacar a mercantilização da educação, por isso defendemos a estatização do sistema privado de ensino.

Rearticular o Movimento Estudantil

Reorganizar o DCE e reagrupar os estudantes dispostos a lutar é uma tarefa urgente. Para saber a que práticas daremos continuidade e com quais práticas queremos romper é importante fazermos um balanço das últimas gestões.

De 2005 a 2006 a direção do DCE (PT e PCdoB) se afastou completamente dos estudantes. Este afastamento refletia o apoio dessa direção às políticas privatizantes do governo Lula e também ao governador Roberto Requião e, no plano municipal, ao Prefeito Nedson do PT. Esse grupo saiu enxotado sob acusações de roubo do dinheiro dos estudantes.

Apesar disso, foram realizadas lutas por fora da entidade: como a do passe livre e as da moradia. Os estudantes ficaram por mais de um ano sem eleições, as lutas contra o plano de segurança da reitoria e a definição dos rumos do movimento eram definidas em assembléias periódicas. Neste clima de mobilização foi eleita a chapa Cala a Boca já morreu, que expressava a política do PSol e PSTU. Apesar das expectativas de mudança, a gestão também se mostrou burocratizada e deixou pendentes várias demandas do movimento estudantil:

  • Quanto ao plano de segurança, não deu continuidade às mobilizações de 2007, deixando a reitoria livre para começar a construir o muro em 2008.
  • Na defesa do espaço do DCE do Centro, por irresponsabilidade, perdeu a oportunidade de receber o apoio de diretores estudantis das décadas de 70 e 80, além de não politizar este enfrentamento.
  • Quanto à representação discente nos conselhos superiores da universidade, a assembléia elegeu seus representantes, mas a diretoria nunca os encaminhou, deixando estas cadeiras vazias ou ocupadas precariamente.
  • Para reformular o estatuto da entidade, os estudantes escolheram pela realização de um Congresso. A diretoria era contra, o adiou e na véspera do congresso ainda não havia nem sala reservada para sua realização. Tudo isto contribuiu para que este importante espaço de deliberação dos estudantes não acontecesse.
  • Em vez de encaminhar as eleições antes do fim de sua gestão, a antiga diretoria mais uma vez deixou a entidade ficar sem direção, situação que se arrasta desde novembro de 2008.
  • Em um ano de gestão só foi realizado um jornal do DCE e sem informação não há politização, organização e muito menos mobilização.

A maior parte das lutas que ocorreram no período se deram por fora da diretoria, que no máximo participava destas a reboque. A única atividade em que a diretoria se engajou foi uma viagem para Curitiba, em um ato que expressava a aliança eleitoral entre PSol e PSTU. Tal cenário não deve nos levar ao imobilismo, mas, pelo contrário, deve nos fazer querer retomar nossa entidade, para que ela atenda aos interesses dos estudantes. Já começamos a fazer isto desde o fim de 2008, inicialmente como oposição, nas assembléias, mas também mostrando pela prática que é possível fazer diferente.

Nós, que elaboramos a tese III para o Congresso, junto com outros estudantes e centros acadêmicos que se somaram, organizamos uma semana de recepção em que todas as correntes do movimento puderam se expressar com total liberdade, assim como colocar suas posições no jornal da calourada. Ou seja, com organização, disposição e responsabilidade é possível termos uma entidade que represente os estudantes da UEL. Que aposte na comunicação, politização e mostre dentro e fora da universidade a força que os estudantes têm quando estão organizados.

Presidente: Vinícius Simões – Economia – CESA
Vice: Rafael Chileno – Ciências Sociais – CCH
1o. secretário: Alison Frieling – Especialização em Direito – CCH
2o. secretário: Everton Yukita – Serviço Social – CESA
1o. tesoureiro: André Tolentino – Engenharia Civil – CTU
2o. tesoureiro: Jean – Direito – CESA
Oradora: Rebeca Gombi – Pedagogia – CECA

19
Fev
09

Muro vai cercar a UEL

Matéria veiculada no jornal Tribuna da Massa, dia 12 de Janeiro de 2009.

27
Dez
08

A Batalha contra um Rootkit

Esses dias uma cliente me falou que estava com um vírus. Me disse que aquela era a terceira vez que tinha usado o computador, desde que ele voltou da assistência técnica, mas mesmo assim o sistema estava infectado. Segundo a própria cliente me disse na primeira vez o técnico estava com pressa e deixou o computador baixando o AVAST. Na segunda vez nem foi ela, e sim a irmã que tentou usar o seu computador, mas sem sucesso. Disse ela que a irmã tentou abrir o Orkut, o MSN, qualquer página da Internet e nada.

Quando cheguei na casa dessa cliente, o computador estava fazendo a varredura de boot do AVAST e essa varredura não só tinha encontrado um Trojan (encontrou dois ou três tipos diferentes, mas só me lembro de um chamado Kavos) como estava pedindo confirmação sobre o que deveria ser feito com o arquivo infectado. Eu escolhi a opção eliminar todos e dei ENTER. O resultado foi que o antivírus dessa cliente eliminou 52 arquivos.

Depois de terminada a varredura, eu resolvi passar mais uma vez o antivírus. Dessa feita o antivírus não só encontrou um vírus no sistema, como descobriu que esse vírus estava associado a um arquivo de extensão DLL que, para quem não sabe, é uma extensão comum às bibliotecas[1]. O nome do arquivo era VBSFDE0.DLL e, como ele estava carregado na memória, o vírus também estava carregado na memória. Por isso que, toda vez que o AVAST percebia isso, ele também pedia para que uma varredura de boot[2] fosse feita.

Eu reiniciava o computador, o AVAST realizava a sua varredura de boot, a varredura terminava, o sistema iniciava, eu executava outra varredura do AVAST e pimba! lá estava o vírus de novo. Aí começava o círculo vicioso: o arquivo infectado era uma DLL, essa DLL estava carregada na memória, e então o AVAST recomendava outra varredura de boot. Por causa disso eu desconfiei que o vírus estava sendo carregado durante o processo de inicialização. De forma que eu pensei que poderia resolver o problema editando as entradas do registro que são responsáveis por isso.Depois de fazer outra varredura e mandar eliminar a DLL infectada eu cliquei em Iniciar/Executar digitei regedit[3] e cliquei em OK. E nada do REGEDIT aparecer.

Pela mesma razão que o AVAST às vezes recomenda que a varredura seja feita durante o processo de boot, eu resolvi entrar no Modo de Segurança do Windows. Isso por que eu desconfiava que era o próprio vírus que estava me impedindo de ter acesso ao Editor de Registro. Portanto, se eu pudesse ter acesso ao básico do sistema, impedindo assim que boa parte do número de programas e bibliotecas do sistema fossem carregados, talvez eu poderia ter acesso ao sistema sem necessariamente contar com o vírus. De forma que eu poderia abrir o Editor de Registro livremente.

Não deu outra: Foi só eu carregar o Modo de Segurança que eu passei a ter acesso ao registro. Aí surgiu outro problema: Eu não me lembrava da entrada do registro responsável pela inicialização de programas. Para descobrir isso eu resolvi usar outro artifício: entrei no MSCONFIG e dentro dele abri a aba Inicializar. Como eu sabia que dentro dessa aba apareceriam programas que são carregados durante a inicialização, eu resolvi usar o nome de um desses programas para procurar a entrada do registro. Feito isso, encontrada a chave do registro, eu removi justamente as duas entradas que pareciam suspeitas. Eram duas chaves que executavam programas de extensão .exe localizados em C:\Windows\System32. Se não me engano uma se chamava kammos.exe e a outra vammos.exe.

Removidas as chaves, eu resolvi reiniciar o sistema. Reiniciado o sistema a primeira coisa que eu fiz foi tentar abrir o Editor de Registros. Abri com sucesso. A segunda coisa que eu fiz foi iniciar uma varredura do AVAST. Depois de uns 30 minutos, a varredura não encontrou nenhum vírus. Chamei a cliente para ver e fiz outra varredura para me garantir. A outra varredura foi realizada com sucesso.

Agora vou revelar a vocês alguns detalhes que eu omiti de propósito, e que também só fui entender melhor depois, fazendo uma análise fria do caso. Depois da primeira varredura de boot o AVAST me revelou que eu estava lidando com um rootkit. Eu achei isso um tanto estranho por que, apesar de não me lembrar em detalhes, eu lembrava que rootkits eram ferramentas que hackers usavam para comprometer sistemas recém invadidos. Uma invasão significa basicamente um acesso não autorizado de super usuário agora, para garantir um acesso futuro, que suas trilhas não pudessem ser recuperadas (já que todo acesso é registrado no sistema) e que programas maliciosos fossem executados sem que os administradores desse sistema percebessem, os hackers utilizavam rootkits.

No caso do vírus de Windows, e essa informação eu só fui descobrir graças ao trabalho do Linha Defensiva[4], o rootkit era utilizado para impedir que os arquivos do trojan fossem exibidos pelo Windows Explorer, de impedir que os processos do trojan fossem exibidos pelo Gerenciador de Tarefas e para impedir que o Editor de Registros fosse executado. E isso foi exatamente o que aconteceu. Eu realmente procurei os dois arquivos do registro na pasta indicada e não encontrei, mesmo no Modo de Segurança. O que eu fiz, entretanto, serviu para interromper o processo do rootkit.


[1] Arquivos que possuem conjuntos de funções e que são feitos para serem utilizados por outros programas. As bibliotecas surgiram para tornar o processo de programação (e não necessariamente os programas) mais eficientes. Com o uso de bibliotecas um programador pode incorporar funções aos seus programas, sem necessariamente instruir ao sistema como realizar essas funções.

[2] O processo de inicialização do computador é conhecido como bootstrap o que traduzindo significaria pontapé inicial. Alguns antivírus propõem que a varredura seja feita durante o processo de boot por que assim evitam que determinados programas, que poderiam servir para camuflar os vírus, fossem executados.

[3] REGEDIT é o editor do registro do Windows. O registro é um arquivo fundamental do sistema operacional Windows por que é nele onde ficam escritos, por exemplo, com quais programas documentos de determinada extensão devem ser abertos, e quais programas devem ser carregados durante a inicialização do Windows, entre outros.

[4] Acessado em http://www.linhadefensiva.org/2005/03/rootkit/ no dia 27 de Dezembro de 2008

03
Mai
08

Burocratismo em questão

No dia 11 de Abril de 2008 realizou-se uma Assembléia Geral dos Estudantes da Universidade Estadual de Londrina, ás 17 horas, na sala 103 do CCH. Assembléia essa convocada pelo diretório central dos estudantes da mesma universidade. Os itens que haviam sido propostos como pauta da Assembléia foram a reformulação do estatuto do DCE e a eleição de representantes para o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). Entretanto, apesar de dois itens de pauta terem sido propostos, apenas o primeiro foi discutido.

Nas primeiras discussões a respeito da realização da reformulação do estatuto aparentemente havia consenso entre a diretoria e os estudantes presentes de que a melhor forma para discutir essa reformulação era através de um congresso. Entretanto, havia a proposta da diretoria de que, após este congresso, fosse realizada uma assembléia para referendar o estatuto proposto. A realização desta última visava atender uma exigência jurídica que seria necessária para a legalização do mesmo. Conforme orientação de alguns estudantes de Direito, essa era uma exigência do Código Civil.

Para explicar as razões por detrás dessa discussão eu gostaria de fazer um resgate histórico. Durante o ano retrasado e boa parte do ano passado, alguns membros da atual gestão do DCE faziam parte de um grupo que se chamava “Coletivo Estudantes em Movimento”. Eu fazia parte desse grupo tendo participado, inclusive, da sua própria formação. Foi através desse grupo, por exemplo, que, no ano retrasado, eu havia participado da campanha de boicote ao ENADE e no ano passado, participei tanto da Semana do Movimento Estudantil – aonde falei sobre Reforma Universitária – quanto da primeira Plenária Nacional da Frente de Luta Contra a Reforma Universitária.

O grupo que formou a atual gestão do DCE é resultado de um processo político que começou dentro desse primeiro grupo, que posteriormente se dissolveu e formou a atual gestão. Esse processo começou com a proposta trazida pelos então companheiros filiados a partidos – grupo do qual eu até então, mesmo que marginalmente, fazia parte – de se ocupar o Diretório Central dos Estudantes para utilizá-lo como instrumento para a articulação da luta política.

Pessoalmente, ao lado ainda de outros companheiros – sendo que alguns posteriormente mudaram de posição, apesar de até hoje defenderem o mesmo discurso – havia me posicionado contra essa proposta. Na minha opinião não apenas haviam questões muito mais concretas, muito mais importantes, que exigiam a nossa atenção como, por mais que o DCE fosse um instrumento importante que “poderia” fomentar a luta política, a sua articulação poderia desviar nossa atenção para questões menos importantes como, por exemplo, demandas formais geradas pela burocracia, que pouco ou nada colaborariam para o avanço do próprio movimento.

Entretanto, e a despeito disso, a ocupação desse espaço buscava se sustentar nas prerrogativas legais conferidas através dele. Prerrogativas como o direito de nomear estudantes para ocupar cadeiras nos conselhos da universidade, o direito de constituir pessoa jurídica e abrir conta em nome do diretório, assim como o direito de acionar a justiça caso qualquer um dos outros direitos fossem violados. De forma que, para as pessoas que defendiam essa proposta, se fazia forçoso observar certas exigências determinadas pelo ordenamento jurídico.

Porém essa “necessidade” criava um problema, surgido a partir do fato de que o único estatuto que era registrado em cartório, ou seja, que tinha validade legal e permitia gozar de todas essas prerrogativas legais, era um estatuto de caráter presidencialista, que cobrava taxas de seus associados, vertical, pois se apoiava em uma estrutura hierárquica e que determinava, para a aprovação de qualquer proposta, uma participação em termos materiais praticamente impossíveis, dado o número de pessoas que seriam necessárias para satisfazer essas exigências.

De forma que a primeira “necessidade” criou uma segunda necessidade – e, de agora em diante, vou me furtar de usar aspas para evidenciar o caráter ambíguo destas “necessidades” – que seria a necessidade de reformular o estatuto. Isso por que não deveríamos querer nem aceitar sermos ordenados por um estatuto que colocasse tantos entraves para aquilo que era o principal: O fomento da luta política. E, por sua vez, para complicar ainda mais a trama, a segunda necessidade criava um segundo problema, que era o problema de se eleger um diretório sob as normas de um estatuto e depois mudar o estatuto, agindo como uma pessoa que muda as regras, no meio do jogo, conforme suas conveniências.

Foi nessa altura do campeonato que surgiu uma das principais divergências e é essa situação que esclarece as razões por detrás da situação atual de o DCE estar vindo aqui, nesses dias, propor essa pauta. O ponto pelo qual a divergência passava era o seguinte: Se devíamos apenas realizar um congresso para a reformulação do estatuto, utilizando a própria realização do congresso como um processo para o fomento da luta política e, depois, a partir de um novo estatuto, elegermos uma nova diretoria ou não, devíamos realizar eleições, usando o processo eleitoral como processo de discussão e fomento, ou fomento através da discussão e, após a eleição da diretoria, e através da diretoria eleita, colocar na ordem do dia a questão da necessidade da reformulação do estatuto. Isso tudo para, depois de reformulado o estatuto, serem realizadas novas eleições.

Agora você deve estar se perguntando que problema há nisso. O primeiro problema, surgido a partir da necessidade de se compor o DCE como instrumento de luta política – que apesar de entender importante, entendo também completamente prescindível – já foi explicado brevemente: era o risco de, devido às “demandas formais da própria burocracia” – o que, em outras situações pode simplesmente significar subordinação do movimento à lógica burocrática – desviarmos a nossa atenção para questões não autênticas do, e não próprias ao movimento. Isso tudo por que, por mais que a burocracia se vista como “império da técnica surgido a partir da necessidade de organização”, ela também oculta um caráter conservador, um caráter que busca dissimular as disputas de interesses da sociedade e que busca submeter essas contradições a uma rotinização que objetiva apenas entravar o seu desenvolvimento e a sua superação.

O segundo problema, surgido a partir da necessidade de se reformular o estatuto após eleita a diretoria, se constituiria em uma espécie de abuso: Toda diretoria é eleita de acordo com as regras de um estatuto e a ele está subordinada. Isso por que em tese todo estatuto serve para estabelecer as garantias mínimas e necessárias para o próprio exercício político dentro de um ambiente democrático.Sem ele não teríamos tanto as garantias mínimas e individuais quanto as garantias de que estaríamos ou não submetidos aos meros caprichos dos grupos dirigentes. E isso tudo deriva da própria idéia de ordenamento constitucional, que seriam garantias conquistadas historicamente, através da luta política, que se fariam necessárias para evitar que todas as outras disputas tivessem que recorrer às “últimas conseqüências” pois, como bem disse Clausewitz: “A política é a continuação da guerra por outros meios”.

Portanto, quando a atual gestão do DCE vem aqui propor a reformulação do seu estatuto, eles o fazem com a intenção de dar encaminhamento à solução de um problema que eles mesmos criaram. Mesmo por que foram eles que aceitaram e propuseram que o DCE estaria regido pelo estatuto de 91, e que seria sob a tutela desse estatuto que a atual diretoria seria eleita. A esse respeito duas ressalvas se fazem necessárias: Após 91 outras diretorias já haviam sido eleitas, e o fato de o estatuto não ter sido registrado em cartório não serviu de impedimento para o usufruto dos direitos pretendidos, o que inclui a antiga diretoria do PC do B que ocupava assento nos Conselhos da própria administração atual; quanto há provas flagrantes de que, em inúmeros casos, quando se trata de garantir os próprios interesses, a atual administração simplesmente ignora qualquer preceito jurídico.

“Aos amigos tudo, aos inimigos a lei”: A atual administração da universidade já deu inúmeras provas de atuar sob este lema. Entretanto, para piorar ainda mais a situação, a atual diretoria do DCE além de buscar se conformar ao ordenamento jurídico devido aos impedimentos criados pela atual administração, o faz, ainda por cima – pasmem! – seguindo orientações da assessoria jurídica dessa mesma administração!

29
Abr
08

Boletim Unificado – Em defesa da Autonomia Universitária

Assuel, Aduel, DCE, Sindiprol – Abril/2008

Em defesa da autonomia universitária

Pela defesa da sede dos estudantes e funcionários (centro e campus) / Pelo respeito às entidades das categorias

A reitoria da universidade entrou com uma liminar pedindo a ‘reintegração de posse’ da sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEL, localizada no centro de Londrina. Ao enviar esta questão para a justiça comum, autorizando até mesmo o uso da força policial contra os estudantes, a reitoria passou por cima da democracia e autonomia universitárias, pois desconsiderou as instâncias colegiadas – Conselho Universitário e Conselho de Administração – órgãos máximos de decisão da universidade.

A reitoria recusa-se a dialogar com a diretoria eleita do DCE, inclusive alegando que esta não seria legítima. Cabe destacar que a atual gestão foi eleita em outubro de 2007, em um pleito democrático em que participaram quatro chapas. A atual gestão obteve 87% dos votos o que comprova sua legitimidade perante os estudantes. A cópia da ata de posse da diretoria, registrada em cartório, foi entregue à reitoria em (data) 2007, mas a reitoria continua desqualificando a entidade máxima dos estudantes da UEL. O não reconhecimento é uma retaliação ao fato de o movimento estudantil, expressando a vontade das assembléias, manifestar oposição publicamente a políticas da atual administração.

As entidades representativas de docentes, técnico-administrativos e estudantes exigem que tal questão seja tratada pelas próprias instâncias da universidade e que cesse qualquer ação judicial contra o direito das entidades se utilizarem de seus espaços, conquistados historicamente. Além da ação de reintegração de posse da sede do DCE no Centro, a reitoria tenta tomar o espaço construído pela ASSUEL, entidade dos funcionários, no campus.

Com esta ação a reitoria fere a liberdade democrática de organização dos segmentos e abre um precedente que deve ser combatido por toda a comunidade. Mais do que isto, fere a história do movimento estudantil e democrático da cidade. A sede central do DCE foi conquistada em 1983 e sempre foi um espaço de resistência ao arbítrio, inicialmente da Ditadura Militar. É utilizado em atividades acadêmicas, políticas e culturais. Localizado no centro, possibilita o acesso de forma igualitária para os estudantes da região urbana. O campus principal da universidade situa-se distante do centro, dificultando o acesso, em especial nos fins de semana, quando o preço das passagens de transporte coletivo dobra, representando alto custo.

O uso de 25 anos do local criou um vínculo histórico dos estudantes com o espaço, que foi palco de atuação de muitas gerações de estudantes que defenderam a universidade pública e gratuita.

ASSUEL, ADUEL, Sindiprol e DCE convocam toda a comunidade a defender a autonomia e democracia universitárias!

ASSEMBLÉIA GERAL UNIFICADA

ESTUDANTES + PROFESSORES + FUNCIONÁRIOS

Quarta-feira, 30 de abril, às 9h00, no pátio do R.U.

09
Abr
08

Por uma UEL sem muros!

Segue abaixo um vídeo que registra a Audiência Pública realizada no dia 30 de Maio de 2007, no ginásio de esportes do CEFD – Centro de Educação Física e Desportos, da UEL – Universidade Estadual de Londrina. A despeito de todas as informações veiculadas pela mídia – que acusou o próprio Movimento Estudantil de ter impedido a realização da audiência – o que realmente aconteceu foi que o movimento só aceitaria o prosseguimento das discussões caso o representante da reitoria aceitasse falar o mesmo tempo que todas as outras pessoas, a saber, o tempo de 5 minutos, para professores, funcionários, estudantes e líderes das comunidades do entorno. Tanto é assim que um dos gritos de guerra era “Ô Cezar, não leve a mal, 5 minutos, o mesmo tempo, tudo igual”, a reitoria insistia apenas que fosse permitido ao vice-reitor “terminar de falar” e, por fim, quem deu a audiência por encerrada também foi a reitoria.

A Folha de Londrina noticiou o ocorrido sob o título Na UEL em uma discretíssima nota de rodapé, no meio do primeiro caderno. Vale lembrar que esse espaço de discussão democrático sobre o plano, característica fundamental de uma audiência pública, só existiu – pelo menos em tese – graças a um protesto realizado durante uma reunião do Conselho de Administração. Isso também pode ser visto no Jornal Folha de Londrina, do dia 05 de Abril de 2007 sob o título Protesto garante audiência na UEL.

Eu digo “em tese” por que tanto naquele dia, quanto até hoje, tive a impressão de que essa Audiência Pública nada mais era do que uma estratégia do reitor para legitimar o próprio Plano. A julgar pelo pouco que me foi permitido ver na Audiência Pública, a intenção da administração da universidade era, antes de tudo, fazer PROPAGANDA do que fazer EXPOSIÇÃO do plano.

O manifesto pode ser lido em http://www.aduel.org.br/noticia.asp?idNoticia=46

Análise e desmentidos sobre a Audiência Pública podem ser lidos em: Sobre a Audiência Pública

09
Abr
08

Folha de Londrina, 03 de Junho de 2007

Segue abaixo uma cópia da entrevista que o reitor da Universidade Estadual de Londrina deu em visita á Folha de Londrina e na qual faz declarações absurdas e discriminatórias a respeito do Movimento Estudantil da UEL. Por falta de críticas verdadeiras ele afirma que o movimento estudantil é financiado por partidos de ultra-esquerda – por possuir dinheiro para comprar apitos, faixas e narizes de palhaço – e que as pessoas que se manifestavam contra o plano – um plano de segurança proposto pelo seu chefe de segurança, um capitão afastado da Polícia Militar, Pedro Marcondes – “tinham interesse que a UEL fosse campo livre para o tráfico”, ou seja, que eram drogadas ou traficantes.

O artigo pode ser encontrado no seguinte endereço:

http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=3371LINKCHMdt=20070603

Um relato sobre a AudIência Pública, bom para desmentir certas afirmações, pode ser lido em: Sobre a Audiência Pública

PLANO DE SEGURANÇA DA UEL – Universidade é campo fértil para o tráfico
Reitor disse, em visita à FOLHA, que a segurança na UEL vai além da construção de um muro, é necessário contratar seguranças, mas admite não ter autonomia para fazer isso

rquivo FOLHA

Para reitor Wilmar Marçal, há interesses partidários nas manifestações dos estudantes, contrários ao fechamento do campus

Os protestos que impediram a realização de audiência pública sobre o Plano de Segurança da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na última quarta-feira, marcaram o primeiro grande conflito entre o reitor Wilmar Marçal e o movimento estudantil. Em entrevista à FOLHA, o reitor lançou dúvidas sobre a legitimidade dos opositores do plano. Também falou dos decretos do governo estadual que ameaçam a autonomia universitária.

O senhor imaginava que o Plano de Segurança provocaria tanta polêmica?

Imaginava. Temos fortes indícios de que a UEL é campo fértil para o tráfico de drogas. Quando se mexe com organizações que têm interesse em que o campus continue aberto, espera-se manifestações.

Os estudantes dizem que não estão tendo voz na discussão…

Os estudantes estão sem representação no Conselho há mais de seis meses. Passamos para eles a necessidade de se cumprir os quesitos previstos no regimento da UEL, mas continuam irregulares. O plano está sendo discutido, sim, com os centros de estudo e departamentos. O entorno da UEL, através de 40 pessoas representativas, já se manifestou favorável. Esses estudantes (que promovem os protestos) estão tendo provavelmente fomento e ajuda financeira de alguém, porque têm dinheiro para gastar com faixa, repique, bumbo, nariz, uma série de coisas que não condiz com o discurso de que são carentes. É preciso identificar quem está por trás disso.

Alguma idéia?

Acho que há interesses partidários, talvez de grupos de ultra-esquerda.

Interesse de partidos, de traficantes… Não há opiniões contrárias ao plano que sejam isentas? Temos várias nas sessões de cartas…

Eu questiono um pouquinho a idoneidade das cartas, acho que algumas são também fruto de organizações interessadas em mostrar um lado contrário. E existe muita desinformação. A opinião pública precisa saber que boa parte dos alunos que fazem parte desse movimento contrário são repetentes há seis, sete anos. Eu também questiono por que isso acontece.

Os próprios seguranças da UEL apontam que o quadro está defasado. A contratação de mais vigias não poderia anteceder uma medida mais radical?

Contratação depende do governo do Estado, existe um limite de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não temos autonomia para fazer isso. É lógico que a universidade precisa de mais efetivo, ela cresceu muito. Temos que ter 200 vigias, e não 138 como tem hoje. Além disso o quadro dos agentes de segurança está bem próximo da aposentadoria.

Em relação ao governo estadual, a UEL vai brigar para recuperar a autonomia das viagens de professores ao exterior?

Estamos tentando convencer o governador a reestudar o decreto 5.098, que trata disso. O professor quando vai para o exterior ele vai em busca de contatos e aprimoramentos. É característica da pesquisa; acontece em todas as universidades. Na UEL temos assessoria de relações internacionais que é um setor que busca contatos com pesquisadores de todo o mundo e isso inclui um trabalho de levar estudantes para intercâmbio. A idéia é que a UEL se fortaleça ainda mais nesse quesito.

Os reitores reclamam que nem a própria secretária de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Puppato, vem participando dessas decisões. A pasta está sendo relegada nesta gestão?

Não há a efetiva consulta que deveria ter. No momento em que o governo, através de seu líder na bancada legislativa, faz um projeto para unificar o calendário dos vestibulares na calada da noite, e sequer a secretária é consultada, alguma coisa está errada.

Vanessa Navarro
Reportagem Local

08
Abr
08

Ocupação da Reitoria UNB – Jornal da Ocupação Número 2

Segue abaixo a segunda edição do Jornal da Ocupação da UNB.

Blog da Ocupação http://ocupacaounb.blogspot.com
Rádio $5 Mil Por Hora – A Rádio da Ocupação (fora do ar até que a reitoria religue a água e a luz): http://www.dissonante.org