Arquivo para a categoria 'corporações'

29
dez
10

Abaixo Assinado: Asilo Político para Julian Assange (no Brasil)!

Recentemente em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Julian Assange declarou não apenas que tem estudado ampliar as operações do WikiLeaks no Brasil como ficaria agradecido caso nosso país lhe oferecesse asilo político. Afirma que a declaração do Presidente Lula foi corajosa, que espera a mesma postura da presidente eleita, Dilma Rousseff e que, o Brasil é grande o suficiente para ser independente da pressão dos EUA.

Atualmente Julian Assange se encontra na Inglaterra, respondendo em liberdade a uma acusação inventada por razões puramente políticas. Para não entrar em muitos detalhes, se trata da acusação de prática de sexo consensual sem o uso de preservativos, criminosamente referida como “estupro”.

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08
abr
08

UnB repassou R$ 23 milhões para fundação em 5 anos

Planilha do TCU mostra que UnB é a principal financiadora da Finatec. Universidade de Brasília informou que não considera irregulares contratos com entidade.

Retirado de UnB repassou R$ 23 milhões para fundação em 5 anos

A maioria dos profissionais é da Universidade de Brasília (UnB), mas os serviços que a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) presta para a UnB não saem de graça.

De 2002 a 2007 a fundação ligada à universidade recebeu R$ 75 milhões de mais de 130 órgãos do governo federal. A UnB aparece no topo da lista. É a campeã de repasses, com pouco mais de R$ 23 milhões.

O volume de recursos levantou suspeitas da CPI das ONGs. Técnicos da comissão analisam a planilha enviada pelo Tribunal de Contas da União. A ordem é investigar centenas de entidades sem fins lucrativos. Um dos alvos é a Finatec.

O Ministério Público diz ter conhecimento da planilha. Afirma que os números contribuem para agravar as denúncias de irregularidades sobre a entidade, acusada de desvio de finalidade. Ao invés de financiar projetos de pesquisa, a fundação funcionaria como intermediaria para negócios com empresas privadas.

“Pelos cursos, fica claro que existe a possibilidade de pagamento a docentes da UnB. Docentes pagos pela universidade para prestar serviços de dedicação exclusiva não podem prestar serviços sendo pagos por outra fonte, intermediada pela Finatec”, afirma o promotor de Justiça Ricardo Antônio de Souza.

A entidade garante: os profissionais que trabalham na UnB podem prestar serviços para a universidade e ser remunerados pela fundação. “Todos os profissionais da UnB que prestam eventuais serviços à Finatec fazem fora do horário de serviço. E para fazer isso eles precisam de autorização do chefe de departamento ao qual estão vinculados e do próprio reitor. Então, não há a menor possibilidade do trabalho desenvolvido pela Finatec atrapalhar as funções acadêmicas que eles têm”, justificou o advogado da Finatec, Francisco Queiroz Neto.

O presidente do Conselho Fiscal da Finatec, Nelson Martin, afastado esta semana por decisão do Tribunal de Justiça, disse que os repasses da UnB são fruto de convênios legais firmados entre a fundação e a universidade. A Universidade de Brasília informou que não considera irregulares os contratos com a Finatec.

17
mai
07

Jornalismo Mentiroso

Na edição do Jornal de Londrina do dia 24/04/07 foi apresentada matéria de primeira capa referente às manifestações que ocorreram no Restaurante Universitário. É justamente nesse tipo de situação que nós podemos perceber a quem a ideologia por detrás da mídia corporativa serve. A minha intenção nesse post é revelar justamente isso.

A matéria pode ser encontrada no seguinte endereço: http://canais.rpc.com.br/jl/geral/conteudo.phtml?id=655559 e é escrita por Glória Galembeck. Não sei por que cargas d´água no site aparece Stella Meneghel.

As duas primeiras coisas que eu gostaria de evidenciar são as seguintes:

A primeira se refere ao afirmado apoio da reitoria, e da administração do SEBEC (Serviço de Bem Estar à Comunidade) – órgão ao qual o Restaurante Universitário está ligado – à suposta paralisação dos servidores. Qualquer pessoa com o mínimo senso crítico, na minha opinião, perceberia que essa só pode se tratar de uma jogada da própria administração da Universidade com a clara intenção de denegrir a imagem do Movimento Estudantil.

A segunda se refere à própria paralisação em si, e à matéria veiculada. Primeiro que, para que os servidores do Restaurante Universitário tivessem tomado uma decisão dessas eles teriam que estar minimamente mobilizados, ou seja, que eles tivessem se organizado e tivessem discutido entre si. Eles precisariam de espaço e de tempo que, normalmente, eles não têm. Além do que eles deveriam acreditar que teriam um mínimo de autonomia, que a administração da Universidade não dá para eles, para praticarem esse tipo de ação. E para a matéria ser veiculada seria necessário que, além disso, eles tivessem o interesse e a autonomia de recorrer aos órgãos de imprensa para cuidar da repercussão do encaminhamento tirado.

De forma alguma estou questionando a capacidade dos servidores do RU. Apenas gostaria de deixar claro que duvido muito de que seja isso que tenha acontecido. Por que, como eu disse, a exploração que eles sofrem não lhes dá tempo, espaço e nem autonomia para tal. Eu acredito piamente de que essa matéria foi simplesmente fabricada pela administração da Universidade.

Depois existem os méritos da própria matéria em si.

Basicamente a matéria diz que, se os estudantes voltarem a invadir o Restaurante Universitário, os funcionários iriam parar. E isso por que, com as invasões os funcionários se sentiam coagidos. Primeiro que o Restaurante Universitário se trata de um espaço público. Por causa disso é uma atitude ilegítima do jornal dizer que o estávamos invadindo. Segundo que em nenhum momento nenhum manifestante ameaçou qualquer funcionário. A única ameaça que eu vi que teve foi feita por um estudante pagante que estava na fila, o que não justifica a matéria.

Existem ainda outras questões ainda relativas à manifestação em si. As manifestações ocorreram Quinta e Sexta-Feira e se seguiram à reunião do Conselho de Administração da UEL que aprovou a redução de vagas da Moradia Estudantil, o aumento das taxas administrativas, e a expulsão dos vendedores ambulantes. Portanto, as manifestações começaram Quinta-Feira justamente por se tratar do dia imediatamente posterior à votação.

Muitas das pessoas que residem na Moradia Estudantil, eu acredito que sejam a maioria, simplesmente não poderiam estudar na Universidade se não fossem essas parcas políticas de Assistência, materializadas tanto na Moradia quanto no crédito mais barato. Percebam que, se não fosse esse socorro prestado pela Universidade a essas pessoas, elas simplesmente não estariam fazendo a Universidade, o que deveria ser um direito de todos. Tudo bem que, a educação, por se tratar por um direito, não deveria ser desvinculado de políticas de acesso e permanência entretanto, na absoluta falta dessas, espera-se que, pelo menos, o estado assista às pessoas que mais precisam. É justamente para isso que existem as triagens sócio-econômicas, como as que o SEBEC pratica na hora de selecionar os estudantes para a Moradia Estudantil.

Se uma universidade não pratica essas políticas ela está simples e claramente promovendo uma exclusão social. E é exatamente isso que a UEL vêm fazendo através da diminuição das suas políticas de assistência.

Pois bem, isso tudo foi para explicar a razão das pessoas, na manifestação, terem comido de graça. O que só aconteceu na Quinta-Feira, por que na Sexta-Feira, os funcionários, por ordem do Diretor do SEBEC, retiraram a comida da mesa assim que os manifestantes começaram a pegar as bandejas.

A manifestação na Quinta-Feira teve a seguinte dinâmica: as pessoas entraram pulando pelas roletas de saída, se aglomeraram em volta das mesas e algumas pessoas começaram a discursar. Acabado o discurso, a manifestação, gritando palavras de ordem, se dirigiu ao outro refeitório aonde repetiu o mesmo procedimento. Depois disso os manifestantes entraram na fila da bandeja e começaram a pegar comida.

Eu já disse que é simplesmente uma mentira dizer que os funcionários se sentiram coagidos com a manifestação por que nenhum manifestante, em momento algum, ameaçou os funcionários. Entretanto, gostariam que entendessem o porquê de um estudante pagante, que estava na fila, ter feito isso.

A razão simples é por que a fila estava parada, e a fila estava parada por que os funcionários se recusavam a servir. Entretanto isso se deve ao como a manifestação se desenvolveu naquele dia.

Na Sexta-Feira, saímos bem mais tarde do que na Quinta. Então tinha bem menos gente no refeitório. Como as catracas estavam sendo vigiadas por seguranças, entramos pela porta da frente, abrindo a portinhola de entrada de funcionários.

Fizemos a manifestação no refeitório da esquerda como de costume. Depois disso, alguns manifestantes, eu inclusive, tentamos pegar almoço. Como os funcionários rapidamente tiraram a comida da mesa, nós simplesmente abandonamos nossa bandeja mais à frente. Enquanto isso um grupo de manifestantes tentava atravessar de um refeitório a outro.

Percebam, a manifestação, se fosse seguir como no dia anterior, simplesmente iria discursar em um refeitório, passar para o outro, discursar no outro, e como não ia poder almoçar, ia embora. Entretanto, naquele dia não foi possível passar livremente de um refeitório a outro por que na hora que fomos fazer isso, tinha um cordão de seguranças impedindo a passagem. Quer dizer, a responsabilidade da manifestação ter se estendido além do previsto é da própria administração do SEBEC.

Para quem não sabe, no RU da UEL você tem dois refeitórios, um à esquerda e um à direita. Para escolher um ou outro refeitório, você pode pegar a fila do respectivo refeitório que, de qualquer maneira, são paralelas até chegar às bandejas. Quando você chega às bandejas você segue da esquerda para a direita no refeitório da direita ou da direita para a esquerda no refeitório da esquerda, ao longo de um corredor, aonde você pega os pratinhos com comida.

Pois bem, como estávamos no refeitório da esquerda, atravessando para o da direita, em uma determinada altura do campeonato o cordão de isolamento se desfez e o grupo começou a atravessar para o outro lado. Isso até encontrar com o diretor do SEBEC no fim do corredor do RU. Por causa disso a manifestação ficou aglomerada no corredor (ocupando todo o espaço em frente ao local as pessoas se servem).

Nessa discussão, o tal diretor do SEBEC, o Sr Oswaldo Yokota, afirmou que se os manifestantes se deslocassem para o refeitório da direita, ele liberaria o da esquerda. Por comum acordo nós aceitamos a proposta simplesmente por que não tínhamos interesse algum em prejudicar as pessoas que estavam na fila. Entretanto, enquanto os manifestantes se deslocavam, um dos manifestantes ainda estava discutindo com o Sr Yokota chamou todo o pessoal para ir lá fora discutir. Bem, como isso não foi proposto ao e discutido pelo coletivo dos manifestantes, apenas algumas pessoas foram. Enquanto isso os manifestantes não estavam mais ocupando o corredor.

Eu estava lá dentro. E enquanto estava lá dentro, veio uma moça lá do fundo dizendo que tinha um estudante tentando invadir a cozinha. Eu fui pessoalmente lá ver se isso era verdade, para não permitir que uma mentira dessas fosse inventada e imputada a nós. Pois bem, foi nessa ocasião que eu vi que era um rapaz, pagante, que estava na fila, que estava “coagindo” os funcionários. E isso justamente por que os funcionários se recusavam a servir a comida.

Percebam, portanto, que além de a manifestação se estender além do esperado devido justamente à medida adotada pela administração do SEBEC, o dissabor criado com os outros estudantes deveu-se ao desleal não cumprimento de sua própria proposta praticada pelo Sr Oswaldo Yokota.

Portanto, acho que está claro o quanto essa matéria e esse jornal são mentirosos e indignos de qualquer credibilidade.




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