Arquivo para a categoria 'movimentos'

29
dez
10

Abaixo Assinado: Asilo Político para Julian Assange (no Brasil)!

Recentemente em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Julian Assange declarou não apenas que tem estudado ampliar as operações do WikiLeaks no Brasil como ficaria agradecido caso nosso país lhe oferecesse asilo político. Afirma que a declaração do Presidente Lula foi corajosa, que espera a mesma postura da presidente eleita, Dilma Rousseff e que, o Brasil é grande o suficiente para ser independente da pressão dos EUA.

Atualmente Julian Assange se encontra na Inglaterra, respondendo em liberdade a uma acusação inventada por razões puramente políticas. Para não entrar em muitos detalhes, se trata da acusação de prática de sexo consensual sem o uso de preservativos, criminosamente referida como “estupro”.

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24
dez
10

Repercussão de blog quase rende processo

 

Vinícius Simões afirma ter cautela e procura frequentemente a ocorrência de seu nome

No intuito de promover a militância e o movimento estudantil na época de faculdade, Vinicius Morais Simões criou um blog no qual pudesse colocar artigos de sua autoria, bem como de terceiros Com a participação em fóruns e lista de discussão e os textos com fortes críticas à gestão da reitoria da universidade, não demorou para que seu nome e suas ideias ganhassem grande repercussão, principalmente no meio acadêmico ”Uma delas, que pode ser considerada negativa, foi uma ameaça de processo vinda do assessor do reitor para que eu retirasse do ar a menção que fazia sobre ele”, lembra Simões, que hoje é servidor municipal

 

O conteúdo não foi retirado, nem a ameaça levada adiante Mas a partir desse episódio, ele percebeu que o que é colocado na internet precisa de bastante cautela ”Não me arrependo do que escrevi Faz parte da minha trajetória enquanto indivíduo É diferente da exposição gratuita e sem consciência que os jovens se submetem hoje em dia Mas esta situação me levou a ter mais cuidados”, defende

 

Até mesmo por isso, hoje, Simões evita colocar informações pessoais na rede Seu perfil numa rede social só consta o primeiro nome ”Tudo para dificultar que consigam levantar dados a meu respeito”, diz ele, que confessa procurar frequentemente a ocorrência de seu nome na internet

 

Marian Trigueiros

 

Fonte: Folha de Londrina

23
dez
10

Diferença entre Marxismo, Comunismo e Socialismo.

Bruno Cava

Há muitas formas de apelar num debate. Uma comum se dá com as expressões assassinas. Por exemplo. Está-se discutindo a pena de morte e pinta aquele “e se fosse a sua filha?!”. O tema é política e de repente “sou contra radicalismo porque é sempre perigoso”. Frequentemente, a expressão assassina começa com o famoso “todo mundo sabe que….”. Em geral, essas expressões embutem um componente ideológico, preconceitos disfarçados de bom senso.

Como assim se fosse a minha filha? Em primeiro lugar, não é… e se fosse a madre Teresa de Calcutá? Em segundo, a lei não pode conceder tratamento desigual entre os meus filhos e qualquer cidadão. E terceiro, e se fosse a sua filha que cometesse o crime? Qualquer radicalismo é perigoso? Ora, como se combate um radicalismo ruim? Como se luta contra fanáticos? Com moderação? Hipótese: existe um grupo radicalmente a favor do direito das mulheres e um outro que as oprime com o rótulo “feminazi”. Ambos os radicalismos estão igualmente errados, porque são… radicais?  Absurdo. Quero radicalmente pipoca doce e você, salgada. Ok, não sejamos radicais. Vamos ser moderados e pôr açúcar e sal na pipoca.
13
dez
10

A campanha de intimidação massiva contra o Wikileaks está assustando defensores da mídia livre no mundo todo

Caros amigos,

A campanha de intimidação massiva contra o WikiLeaks está assustando defensores da mídia livre do mundo todo.

Advogados peritos estão dizendo que o WikiLeaks provavelmente não violou nenhuma lei. Mas mesmo assim políticos dos EUA de alto escalão estão chamando o site de grupo terrorista e comentaristas estão pedindo o assassinato de sua equipe. O site vem sofrendo ataques fortes de países e empresas, porém o WikiLeaks só publica informações passadas por delatores. Eles trabalham com os principais jornais (NY Times, Guardian, Spiegel) para cuidadosamente selecionar as informações que eles publicam.

A intimidação extra judicial é um ataque à democracia. Nós precisamos de uma manifestação publica pela liberdade de expressão e de imprensa. Assine a petição pelo fim dos ataques e depois encaminhe este email para todo mundo – vamos conseguir 1 milhão de vozes e publicar anúncios de página inteira em jornais dos EUA esta semana!

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/97.php

O WikiLeaks não age sozinho – eles trabalham em parceria com os principais jornais do mundo (NY Times, Guardian, Der Spiegel, etc) para cuidadosamente revisar 250.000 telegramas (cabos) diplomáticos dos EUA, removendo qualquer informação que seja irresponsável publicar. Somente 800 cabos foram publicados até agora. No passado, a WikiLeaks expôs tortura, assassinato de civis inocentes no Iraque e Afeganistão pelo governo, e corrupção corporativa.

O governo dos EUA está usando todas as vias legais para impedir novas publicações de documentos, porém leis democráticas protegem a liberdade de imprensa. Os EUA e outros governos podem não gostar das leis que protegem a nossa liberdade de expressão, mas é justamente por isso que elas são importantes e porque somente um processo democrático pode alterá-las.

Algumas pessoas podem discordar se o WikiLeaks e seus grandes jornais parceiros estão publicando mais informações que o público deveria ver, se ele compromete a confidencialidade diplomática, ou se o seu fundador Julian Assange é um herói ou vilão. Porém nada disso justifica uma campanha agressiva de governos e empresas para silenciar um canal midiático legal. Clique abaixo para se juntar ao chamado contra a perseguição:

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/97.php

Você já se perguntou porque a mídia raramente publica as histórias completas do que acontece nos bastidores? Por que quando o fazem, governos reagem de forma agressiva, Nestas horas, depende do público defender os direitos democráticos de liberdade de imprensa e de expressão. Nunca houve um momento tão necessário de agirmos como agora.

Com esperança,

Ricken, Emma, Alex, Alice, Maria Paz e toda a equipe da Avaaz

19
nov
10

20 estudantes são ameaçados de expulsão da USP por Decreto da Ditadura Militar

            20 estudantes estão ameaçados de “eliminação” da USP por conta de seu ativismo político. Quatro deles por conta da ocupação da reitoria da USP em 2007, e 16 pela retomada de parte da moradia do CRUSP durante este ano. Todos eles respondem a processo administrativo por praticar ato atentatório à moral ou aos bons costumes”, “perturbar os trabalhos escolares e a administração da universidade”, “atentar contra o nome e a imagem da universidade”. E a pena para tais acusações é a eliminação (expulsão somada a mais 5 anos de afastamento obrigatório da instituição). Todos eles são acusados com base em um decreto da Ditadura Militar (52.906, de 1972), 

 

            Tal decreto foi instituído sob a égide do AI-5 e redigido pelo ex-reitor da USP, Gama e Silva. Ele vigora de forma “transitória” há algumas décadas e, inconstitucionalmente, ainda proíbe greves e manifestações políticas, prevendo sanções para quem “promover manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar, promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares; afixar cartazes fora dos locais”. O Regimento da USP foi parcialmente reformado em 1988. Entretanto, mais de 25 anos após o fim da ditadura no Brasil, seus fundamentos arbitrários ainda são mantidos. Isso nos faz retornar à importante questão da estrutura de poder na USP. Até hoje, é o governador do Estado de São Paulo quem define o nosso reitor – neste caso, o mesmo governador que em 2009 permitiu que a polícia militar entrasse no campus para atacar sua comunidade universitária, fato que não havia mais ocorrido deste a redemocratização do país.

            Ao mesmo tempo, trabalhadores da USP e seu sindicato – SINTUSP – sofrem mais de 20 processos por realizarem greves e manifestações (direitos constitucionais) na luta pela isonomia salarial. Professores também estão sendo atingidos, como é o caso do professor do instituto de Ciências Biomédicas, punido por denunciar à imprensa irregularidades nos laboratórios de sua unidade.

            Em dezembro próximo completarão dois anos da demissão do dirigente sindical Claudionor Brandão. Abriu-se ali um precedente punitivo que ainda não conseguimos reverter. Estamos vivendo um momento político onde a direita se investe mais uma vez de sua eficiência tão rogada para combinar demissões por condutas tidas como inadequadas e por posicionamento político e ativista. Ambas para indicar aos alunos e ao trabalhador da USP (e aqui já incluso os professores) o modelo de universidade em disputa. Seu projeto de modernização acadêmica – calcado em premiações para as faculdades e institutos “mais eficazes”, incentivando “a competição entre os diferentes núcleos da USP”, coordenado quiçá por “um processo de seleção natural no próprio mercado” – é abertamente avesso ao ativismo sindical e estudantil (artigo concedido pelo reitor J. G. Rodas à Revista Veja, também em anexo).

            Convidamos a todos para que divulguem esta carta e assinem a moção de apoio que a acompanha.

             

 

 

Moção de Apoio aos estudantes, trabalhadores e professores

da USP ameaçados de punição por questões políticas

 

            Nós, abaixo assinados, em nome da tradição de liberdade política, científica, acadêmica e cultural que deve vigorar no interior de toda e qualquer universidade, viemos por meio desde documento pedir:

 

1.      que a Universidade de São Paulo suspenda imediatamente todos os processos de
perseguição e punição que está promovendo contra os membros da sua própria comunidade universitária,  sobretudo contra os estudantes ameaçados de expulsão;

 

2.      e que a Universidade de São Paulo, em respeito à cultura democrática que está sendo construída no Brasil e à tradição de liberdade que deve vigorar na cultura universitária,  revogue imediatamente o código disciplinar instituído pelo Decreto nº 52.906, de  27 de março de 1972.

 

12
mai
09

Boletim sobre as Eleições do DCE

Vitória da Chapa 3 Força Estudantil

Denúncias e pedidos de impugnação atentam contra a democracia estudantil

As eleições para o DCE aconteceram nos dias 06 e 07 de maio. Estavam na disputa três chapas: A 1 Da luta não me retiro representava a continuidade da diretoria anterior, conduzida pelo Psol e Pstu. A 2 Surreal Chapa nóis: veredas não apresentou um programa. A 3 Força Estudantil teve sua origem num grupo de estudos sobre as correntes no movimento estudantil, elaborou conjuntamente a tese 3 para o Congresso do DCE, organizou a calourada e o jornal para a recepção de calouros.

A posse da chapa 3 está ameaçada por denúncias infundadas. As acusações partem de integrantes da comissão eleitoral, mas esta comissão não é neutra, seus integrantes manifestaram apoio às outras chapas o que lança suspeição a estas denúncias.

Quais são as acusações?

Boca de urna no CECA

No dia das eleições uma integrante da chapa 3 passou em sala convidando os estudantes a votarem, há testemunhos dos estudantes e professores de que não foi realizada propaganda da chapa, mas sim a divulgação das eleições.

Boca de Urna no CCS

Acusam um integrante da chapa de ter ligado para um estudante do CCS e este teria feito campanha.

A punição proposta pela comissão eleitoral é de impugnação das urnas, principalmente do CCS, isto significa a derrota da chapa 3 e vitória da chapa 2. As denúncias são levianas por não terem materialidade, condição para qualquer julgamento isento, as vacilações da comissão eleitoral em punições às outras chapas levantam desconfianças: A chapa Da luta não me retiro divulgou seu número antes de isto ser decidido, teve vantagens, mas sua punição foi apenas falar 19 minutos em vez de 20 minutos nos debates. A chapa 2 se inscreveu depois do horário estabelecido pela comissão eleitoral, mas esta comissão não questionou esta inscrição.

Quem decidirá sobre o desenlace das eleições serão os Centros Acadêmicos, reunidos no Conselho Deliberativo. É muito importante que esta seja uma decisão pautada nos fatos e que reafirme a democracia estudantil, cuja expressão foi a votação nas urnas.

Defendemos a posse de nossa chapa, Força Estudantil, porque estamos dispostos a defender as instâncias coletivas do movimento estudantil, organizar a resistência aos ataques da reitoria: fim do voto paritário que deixará os estudantes com apenas 15% do poder de decisão nas eleições para reitor; implantação do plano de segurança (controle, PM no campus e muro); garantir que a informação chegue aos estudantes por meio de um jornal regular e campanhas de comunicação; organizar as finanças de forma transparente, publicar balanços regulares e garantir que os estudantes saibam e decidam sobre origem dos recursos e utilização.

CHAPA1 CHAPA2 CHAPA3 NULOS BRANCOS
CCE

83

12

9

1

0

105

CCS

8

3

33

15

0

59

CTU

5

6

93

2

0

106

ODONTO

6

8

14

23

0

51

CCB

30

34

9

8

1

82

CLCH

44

120

26

15

0

205

CCA

27

3

9

7

0

46

CECA

30

14

79

1

2

126

CEF

7

98

6

5

0

116

CESA

42

13

40

13

0

108

282

311

318

90

3

06
mai
09

Os Partidos e o Movimento Estudantil da UEL

Gostaria de tratar sobre um tema importante que surgiu durante esse processo eleitoral. Ele diz respeito à afirmação que algumas pessoas fazem de que a chapa da qual fazemos parte é uma chapa do POR. As pessoas que fazem essa afirmação agem dessa forma para associar a imagem desse partido à nossa. Isso por que fazem uma avaliação negativa do que esse partido representa de modo geral. Sobre este assunto gostaria de dizer apenas que não compactuo dessa avaliação assim como não estou minimamente disposto a discutir sobre ela. Objetivamente falando nenhum dos membros da nossa chapa é filiado a qualquer partido político, ou seja, a nossa chapa é formada exclusivamente por estudantes independentes.

Por independentes entenda-se não estudantes que não tomam parte, ou estudantes que não tomam partido: Apenas estudantes que não são filiados a partidos políticos, lancem esses partidos candidatos ou não.

Agora, além dessa questão existe outra questão objetiva que diz respeito à desconfiança que as pessoas em geral têm em relação à atuação de partidos políticos nos movimentos, principalmente quando se tratam de eleições. Isso reflete em parte, a trajetória do partido que até há alguns anos atrás era visto como legítimo representante das classes trabalhadoras, o PT. Agora, verdade seja dita, essa desconfiança se deve principalmente a uma prática comum não a todos os partidos, mas principalmente às legendas eleitorais, ou seja, aos partidos que lançam candidatos.

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29
abr
08

Boletim Unificado – Em defesa da Autonomia Universitária

Assuel, Aduel, DCE, Sindiprol – Abril/2008

Em defesa da autonomia universitária

Pela defesa da sede dos estudantes e funcionários (centro e campus) / Pelo respeito às entidades das categorias

A reitoria da universidade entrou com uma liminar pedindo a ‘reintegração de posse’ da sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEL, localizada no centro de Londrina. Ao enviar esta questão para a justiça comum, autorizando até mesmo o uso da força policial contra os estudantes, a reitoria passou por cima da democracia e autonomia universitárias, pois desconsiderou as instâncias colegiadas – Conselho Universitário e Conselho de Administração – órgãos máximos de decisão da universidade.

A reitoria recusa-se a dialogar com a diretoria eleita do DCE, inclusive alegando que esta não seria legítima. Cabe destacar que a atual gestão foi eleita em outubro de 2007, em um pleito democrático em que participaram quatro chapas. A atual gestão obteve 87% dos votos o que comprova sua legitimidade perante os estudantes. A cópia da ata de posse da diretoria, registrada em cartório, foi entregue à reitoria em (data) 2007, mas a reitoria continua desqualificando a entidade máxima dos estudantes da UEL. O não reconhecimento é uma retaliação ao fato de o movimento estudantil, expressando a vontade das assembléias, manifestar oposição publicamente a políticas da atual administração.

As entidades representativas de docentes, técnico-administrativos e estudantes exigem que tal questão seja tratada pelas próprias instâncias da universidade e que cesse qualquer ação judicial contra o direito das entidades se utilizarem de seus espaços, conquistados historicamente. Além da ação de reintegração de posse da sede do DCE no Centro, a reitoria tenta tomar o espaço construído pela ASSUEL, entidade dos funcionários, no campus.

Com esta ação a reitoria fere a liberdade democrática de organização dos segmentos e abre um precedente que deve ser combatido por toda a comunidade. Mais do que isto, fere a história do movimento estudantil e democrático da cidade. A sede central do DCE foi conquistada em 1983 e sempre foi um espaço de resistência ao arbítrio, inicialmente da Ditadura Militar. É utilizado em atividades acadêmicas, políticas e culturais. Localizado no centro, possibilita o acesso de forma igualitária para os estudantes da região urbana. O campus principal da universidade situa-se distante do centro, dificultando o acesso, em especial nos fins de semana, quando o preço das passagens de transporte coletivo dobra, representando alto custo.

O uso de 25 anos do local criou um vínculo histórico dos estudantes com o espaço, que foi palco de atuação de muitas gerações de estudantes que defenderam a universidade pública e gratuita.

ASSUEL, ADUEL, Sindiprol e DCE convocam toda a comunidade a defender a autonomia e democracia universitárias!

ASSEMBLÉIA GERAL UNIFICADA

ESTUDANTES + PROFESSORES + FUNCIONÁRIOS

Quarta-feira, 30 de abril, às 9h00, no pátio do R.U.

09
abr
08

Por uma UEL sem muros!

Segue abaixo um vídeo que registra a Audiência Pública realizada no dia 30 de Maio de 2007, no ginásio de esportes do CEFD – Centro de Educação Física e Desportos, da UEL – Universidade Estadual de Londrina. A despeito de todas as informações veiculadas pela mídia – que acusou o próprio Movimento Estudantil de ter impedido a realização da audiência – o que realmente aconteceu foi que o movimento só aceitaria o prosseguimento das discussões caso o representante da reitoria aceitasse falar o mesmo tempo que todas as outras pessoas, a saber, o tempo de 5 minutos, para professores, funcionários, estudantes e líderes das comunidades do entorno. Tanto é assim que um dos gritos de guerra era “Ô Cezar, não leve a mal, 5 minutos, o mesmo tempo, tudo igual”, a reitoria insistia apenas que fosse permitido ao vice-reitor “terminar de falar” e, por fim, quem deu a audiência por encerrada também foi a reitoria.

A Folha de Londrina noticiou o ocorrido sob o título Na UEL em uma discretíssima nota de rodapé, no meio do primeiro caderno. Vale lembrar que esse espaço de discussão democrático sobre o plano, característica fundamental de uma audiência pública, só existiu – pelo menos em tese – graças a um protesto realizado durante uma reunião do Conselho de Administração. Isso também pode ser visto no Jornal Folha de Londrina, do dia 05 de Abril de 2007 sob o título Protesto garante audiência na UEL.

Eu digo “em tese” por que tanto naquele dia, quanto até hoje, tive a impressão de que essa Audiência Pública nada mais era do que uma estratégia do reitor para legitimar o próprio Plano. A julgar pelo pouco que me foi permitido ver na Audiência Pública, a intenção da administração da universidade era, antes de tudo, fazer PROPAGANDA do que fazer EXPOSIÇÃO do plano.

O manifesto pode ser lido em http://www.aduel.org.br/noticia.asp?idNoticia=46

Análise e desmentidos sobre a Audiência Pública podem ser lidos em: Sobre a Audiência Pública

08
abr
08

Ocupação da Reitoria UNB – Jornal da Ocupação Número 2

Segue abaixo a segunda edição do Jornal da Ocupação da UNB.

Blog da Ocupação http://ocupacaounb.blogspot.com
Rádio $5 Mil Por Hora – A Rádio da Ocupação (fora do ar até que a reitoria religue a água e a luz): http://www.dissonante.org




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