31
maio
07

Sobre a Audiência Pública

Gostaria de aproveitar o espaço para prestar alguns esclarecimentos acerca da Audiência Pública – proposta pela Reitoria da UEL – que deveria ter sido realizada ontem, dia 30 de Maio, às 19hs.

A decisão de dar a audiência por encerrada partiu da própria Reitoria. Quem propôs que se não fosse permitido ao Vice-Reitor continuar a fazer sua apresentação – que eu chamo mais de apologia ou até propaganda do que apresentação – a audiência seria encerrada foi a própria Reitoria, através da pessoa designada para servir de mestre de cerimônias.

A manifestação dos estudantes foi no sentido de não permitir ao Vice-Reitor falar mais do que 5 minutos. E isso se deve ao fato de que 5 minutos era o tempo determinado para as outras pessoas falarem. Isto quer dizer: A manifestação dos estudantes foi no sentido de exigir uma participação igual da reitoria.

Essa determinação foi tirada através de uma comissão formada para decidir acerca do formato da audiência aonde as propostas eram votadas. A comissão era formada por 12 pessoas aonde havia apenas 4 estudantes. Todos os estudantes foram contra a proposta de 30 minutos da reitoria. Inclusive já havia sido solicitado que o tempo anterior, que era de 15, fosse diminuído para 5 minutos, para que todos tivessem tempo igual.

Como os próprios estudantes perceberam que a reitoria não estava disposta a falar E permitir que o mesmo tempo que ela utilizasse fosse utilizado pelas outras pessoas – e isso não inclui apenas estudantes, mas outros representantes, como representantes de professores e representantes das comunidades externas – os estudantes começaram a clamar o prosseguimento do debate através do estabelecimento da mesa. Quer dizer: Os estudantes não podem ser acusados de não estarem interessados que a Audiência Pública fosse realizada. A verdade é que eles até aceitavam que a Audiência Pública fosse realizada, desde que fosse feita de forma justa e democrática.

O Movimento Estudantil tinha sim interesse em participar da Audiência Pública. E o que me autoriza a falar isso é o fato de ter participado de todas as Assembléias, dos Estudantes e Unificada. E digo isso justamente por que essas foram as deliberações e encaminhamentos tiradas dessas assembléias. Mas é como eu disse: desde que fosse feita de forma democrática.

Um grande número dos estudantes presentes havia passado por todo um processo de discussão acerca do Plano de Segurança. Apesar de algumas pessoas presentes possivelmente não, e isso é possível de acontecer em qualquer movimento, o movimento tinha sim pessoas capacitadas para discutir a respeito do referido Plano.

O Movimento Estudantil agiu dessa forma justamente para não permitir a legitimação do Plano de Segurança. Essa era a maior armadilha armada pela Reitoria na qual, através da manifestação, o Movimento se recusou a cair. Muitos dos líderes de comunidades que estariam presentes, por exemplo, além terem vindo apenas defender posições pessoais, ou seja, não legitimadas pela participação das pessoas que representam acerca da questão, haviam passado por um processo de “diálogo” com a Reitoria que, na verdade, se assemelhava muito mais a uma prática clientelista.

Por último gostaria de dizer que, apesar de as razões divergirem, os manifestantes do movimento estudantil tinham uma opinião comum que basicamente se resumia a ser contra tanto a construção do muro quanto à presença da polícia no campus.

Por uma UEL sem muros!

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