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Por uma UEL sem muros!

Segue abaixo um vídeo que registra a Audiência Pública realizada no dia 30 de Maio de 2007, no ginásio de esportes do CEFD – Centro de Educação Física e Desportos, da UEL – Universidade Estadual de Londrina. A despeito de todas as informações veiculadas pela mídia – que acusou o próprio Movimento Estudantil de ter impedido a realização da audiência – o que realmente aconteceu foi que o movimento só aceitaria o prosseguimento das discussões caso o representante da reitoria aceitasse falar o mesmo tempo que todas as outras pessoas, a saber, o tempo de 5 minutos, para professores, funcionários, estudantes e líderes das comunidades do entorno. Tanto é assim que um dos gritos de guerra era “Ô Cezar, não leve a mal, 5 minutos, o mesmo tempo, tudo igual”, a reitoria insistia apenas que fosse permitido ao vice-reitor “terminar de falar” e, por fim, quem deu a audiência por encerrada também foi a reitoria.

A Folha de Londrina noticiou o ocorrido sob o título Na UEL em uma discretíssima nota de rodapé, no meio do primeiro caderno. Vale lembrar que esse espaço de discussão democrático sobre o plano, característica fundamental de uma audiência pública, só existiu – pelo menos em tese – graças a um protesto realizado durante uma reunião do Conselho de Administração. Isso também pode ser visto no Jornal Folha de Londrina, do dia 05 de Abril de 2007 sob o título Protesto garante audiência na UEL.

Eu digo “em tese” por que tanto naquele dia, quanto até hoje, tive a impressão de que essa Audiência Pública nada mais era do que uma estratégia do reitor para legitimar o próprio Plano. A julgar pelo pouco que me foi permitido ver na Audiência Pública, a intenção da administração da universidade era, antes de tudo, fazer PROPAGANDA do que fazer EXPOSIÇÃO do plano.

O manifesto pode ser lido em http://www.aduel.org.br/noticia.asp?idNoticia=46

Análise e desmentidos sobre a Audiência Pública podem ser lidos em: Sobre a Audiência Pública

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2 Responses to “Por uma UEL sem muros!”


  1. 1 Hugo
    abril 16, 2008 às 3:59 pm

    Até compreendo a contrariedade ao muro, mas por que a presença da polícia na UEl seria prejudicial à Universidade?

  2. 2 vsimoes
    abril 16, 2008 às 4:12 pm

    Durante a Ditadura Militar foi justamente devido à inviaolabilidade do espaço da universidade que muitos perseguidos políticos puderam usar o espaço da universidade para o debate de idéias. A invasão da universidade pelas consideradas “forças da ordem” se davam em episódios claramente excepcionais e marcantes. Hoje, e isso pode ser visto quase como via-de-regra de muitas manifestações do ano passado, se tornou quase que um “costume”. Se na época da Ditadura Militar, que era uma época considerada um “estado de exceção”, aonde os direitos políticos estão praticamente suspensos, esse tipo de coisa não era aceito, então por que deveríamos aceitá-los hoje?

    Na minha opinião não deveriam, e caso isso acontecesse, a universidade seria prejudicada enquanto um espaço para o livre debate de idéias.

    Agora se o companheiro quer exemplos concretos, então que acompanhe as desocupações que houveram no ano passado, na Faculdade Santo André, na PUC e na UFBA aonde, inclusive, depois descobriu-se um esquema de fraude. Atualmente o colega pode encontrar vários vídeos a respeito da repressão à exibição de um filme na UNB, cuja situação eu postei um vídeo nesse blog.


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