16
out
09

Richard Dawkins – O Evolucionista Irado

Mais americanos acreditam em anjos que na evolução – e Richard Dawkins não vai mais aceitar isso.

Por Richard Dawkins – Nesweek

Publicado originalmente em http://www.newsweek.com/id/216140 no dia 25 de Setembro de 2009

Da edição lançada no dia 05 de Outubro de 2009

090927Fossil

Os criacionistas estão profundamente enamorados pelos registros fósseis, por que eles foram ensinados (uns pelos outros) a repetir, incansavelmente, o mantra de que o mesmo está cheio de “brechas”: “Mostre-me os intermediários!”. Eles ingenuamente (muito ingenuamente) acreditam que essas “brechas” constituem um embaraço para os evolucionistas. Na verdade, e nós temos sorte de possuirmos registros fósseis, deixe de lado o número massivo deles que hoje possuímos para documentar a história da evolução – grande número os quais, por quaisquer padrões, constituem belos “intermediários”. Nós não precisamos de fósseis para demonstrar que a evolução é um fato. A evidência da evolução seria completamente segura, mesmo se nenhum cadáver tivesse sido fossilizado. É um bônus que nós realmente tenhamos ricos veios de fósseis para minerar, e que mais deles sejam descobertos a cada dia. As evidências fósseis da evolução para a maioria dos grupos de animais é maravilhosamente forte. Entretanto, é claro, eles também possuem brechas, que os criacionistas amam obsessivamente.

Vamos usar a analogia de um detetive que chega à cena de um crime onde não houve testemunhas oculares. A baronesa foi morta a tiros. Impressões digitais, pegadas, DNA de uma mancha de suor na pistola, e um motivo forte, todos apontam para o mordomo. Tem todos os elementos de um caso simples de resolver, e o júri assim como toda a platéia do júri está convencida de que o mordomo realmente é o autor do crime. Mas uma evidência de última hora é encontrada, no curto intervalo de tempo antes do júri se retirar para refletir sobre o que parecia ser o seu inevitável veredicto de culpado; alguém se lembrou que a baronesa instalou câmeras de segurança contra ladrões. Com o fôlego suspenso, o júri assiste aos filmes. Uma cena mostra o mordomo abrindo a gaveta da despensa, tirando uma pistola, carregando-a, e caminhando furtivamente para fora da sala com um brilho sinistro nos olhos. Você poderia pensar que essa cena fortaleceria ainda mais a acusação contra o mordomo. Acompanhe o desfecho, entretanto. O advogado de defesa do mordomo astutamente observa que não havia câmeras de segurança na biblioteca aonde o assassinato foi cometido e de que também não havia câmeras de segurança no corredor que levava à despensa. “Há uma brecha[1] nas gravações! Nós não podemos afirmar o que aconteceu depois que o mordomo deixou a despensa. Claramente não existem evidências suficientes para incriminar o meu cliente!”.

Em vão, o advogado de acusação declara que havia uma segunda câmera na sala de bilhar, e ela mostra, através de uma porta aberta, o mordomo, de arma em punho, andando furtivamente através do corredor que leva em direção à biblioteca. Isso certamente liga os eventos da gravação em vídeo? Mas não. Triunfantemente o advogado de defesa descarta o seu ás. “Nós não sabemos o que aconteceu antes ou depois que o mordomo atravessou a porta da sala de bilhar. Existem agora dois intervalos na gravação em vídeo. Senhoras e senhores do júri, por aqui encerro. Há agora menos evidências contra o meu cliente do que já houve antes”.

O registro fóssil, como a câmera de segurança na estória de assassinato, é um bônus, algo que nós não devíamos contar como garantia. Já existem evidências mais do que suficientes para condenar o mordomo sem a câmera de segurança, e o júri já estava pronto para apresentar o seu veredicto antes da câmera ser descoberta. Semelhantemente, existem evidências mais do que suficientes para comprovar que a evolução é um fato no estudo comparativo das espécies modernas e da sua distribuição geográfica. Nós não precisamos de fósseis. A questão da evolução já era inequívoca sem eles, portanto é paradoxal usar intervalos no registro fóssil como se eles fossem evidências contra a teoria da evolução. Na verdade nós temos sorte de termos registros fósseis.

O que poderia ser uma evidência contra a evolução, e uma evidência muito forte para tal, seria a descoberta de um simples fóssil no estrato geológico errado. Como o eminente biólogo J.B.S. Haldane astutamente respondeu quando lhe pediram para nominar uma observação que poderia refutar a teoria da evolução: “Fósseis de coelhos do pré-cambriano!” Nenhum coelho desse gênero, nenhum fóssil genuinamente anacrônico[2] de qualquer tipo, alguma vez foram encontrados. Todos os fósseis que possuímos, que na verdade são muitos e muitos, se apresentam, sem uma exceção autêntica sequer, na seqüência temporal certa. Sim, existem intervalos onde não encontramos um fóssil sequer, e isso é tudo que podemos esperar.  Mas nenhum fóssil solitário já fora encontrado antes do período no qual deveria ter surgido. Esse é um fato amplamente conhecido. Uma boa teoria é uma que é vulnerável à refutação, mas que ainda não foi. A Evolução poderia assim facilmente ser refutada caso um simples fóssil surgisse no período temporal errado. A evolução passa neste teste com louvor. Céticos da evolução que gostariam de comprovar seus pontos de vista deveriam estar diligentemente revirando rochas, desesperadamente tentando encontrar fósseis anacrônicos. É possível que eles encontrem um. Quer apostar?

O maior intervalo, que é aquele do qual os criacionistas mais gostam, é aquele que precedeu o período conhecido como Explosão Cambriana. Um pouco mais de meio bilhão de anos atrás, no Período Cambriano, a maior parte dos filos animais “subitamente” apareceu no registro fóssil. Subitamente, quero dizer, no sentido de que nenhum fóssil desses grupos animais foram avistados em rochas anteriores ao Cambriano, e não subitamente no sentido de instantaneamente; o período do qual estamos falando a respeito cobre aproximadamente 20 milhões de anos. De qualquer forma, ainda é bastante súbito, e, conforme escrevi em um livro anterior, o Cambriano nos mostra um número substancial da maioria dos filos animais “já em um avançado estado de evolução a primeira vez que aparecem. É como se eles simplesmente tivessem sido plantados lá, sem qualquer história evolucionária. Desnecessário dizer que, esse aparente surgimento súbito têm deleitado os criacionistas”.

A última sentença indica que eu fui bastante perspicaz ao perceber que os criacionistas iriam gostar da Explosão Cambriana. Eu não era (nos idos de 1986) perspicaz o suficiente para perceber que eles iriam jubilosamente citar as minhas declarações a seu próprio favor, ardilosamente omitindo minhas cuidadosas palavras de explicação. Por capricho eu fiz uma busca na Web pela sentença “É como se eles simplesmente tivessem sido plantados lá, sem qualquer história evolucionária” e obtive não menos do que 1.250 ocorrências. Como um apressado teste de controle da hipótese de que a maioria destas ocorrências representava citações criacionistas – extraídas, eu tentei fazer uma busca, para fins de comparação, da cláusula que segue imediatamente a citação anterior: “Evolucionistas de todos os matizes acreditam, entretanto, que isso realmente representa um salto muito grande no registro fóssil”. Eu obtive um total geral de 64 ocorrências, comparadas às 1.250 ocorrências da sentença anterior.

Eu já trabalhei com a Explosão Cambriana por um bom tempo. Aqui eu vou introduzir apenas um novo ponto, ilustrado pelos vermes achatados, os Platelmintos. Este grande filo de vermes inclui os trematódeos e cestodas, que são de grande importância médica. Os meus favoritos, entretanto, são os vermes independentes da classe turbelária, do qual existem mais de 4.000 espécies: isso é tão numeroso quanto todos os mamíferos colocados juntos. Eles são comuns, tanto na água quanto na terra, e presumivelmente tem sido comuns já há um bom tempo. Você esperaria, entretanto, ver um rico legado fóssil. Infelizmente esse legado é praticamente nulo. Além de um punhado de ambíguas impressões, nenhum único fóssil de vermes achatados até hoje foi encontrado. Os Platelmintos, para os vermes, estão “já em um estado avançado de evolução, na primeira vez em que surgem. É como se eles simplesmente tivessem sido plantados lá, sem qualquer história evolucionária”. Mas neste caso, “na primeira vez em que surgem” não é o Período Cambriano mas o hoje. Você entende o que isso significa, ou pelo menos deveria significar para os criacionistas? Criacionistas acreditam que os vermes achatados foram criados todos na mesma semana assim como todas as outras criaturas. Durante todos esses séculos quando todos esses animais ósseos ou calcários estiveram depositando seus fósseis aos milhões, os vermes achatados devem ter vivido felizmente junto com eles, mas sem deixar entretanto o menor vestígio das suas existências nas rochas. O que, portanto, é tão especial a respeito de intervalos no registro desses animais que se fossilizam, dado que o legado histórico dos vermes achatados é um grande vácuo histórico: apesar de os vermes, pelas contas dos próprios criacionistas, terem vivido a mesma quantidade de tempo? Se o vácuo anterior à Explosão Cambriana é usado como evidência de que a maioria dos animais subitamente surgiu no mundo durante a Era Cambriana, exatamente a mesma “lógica” deveria ser usada para provar que os vermes achatados surgiram no mundo ontem mesmo. Todavia isso contraria a crença criacionista de que os vermes achatados foram criados durante a mesma semana criativa na qual todo o resto foi criado. Você não pode ter as duas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Esse argumento, de um golpe, completa e finalmente destrói a declaração criacionista de que o vácuo no registro fóssil Pré-Cambriano pode ser usado como evidência contra a evolução.

Por que, sob o ponto de vista evolucionário, existem tão poucos fósseis anteriores ao Período Cambriano? Bem, presumidamente, quaisquer que foram os fatores aplicados aos vermes chatos através do tempo geológico, foram os mesmos fatores aplicados ao resto do reino animal anterior ao Período Cambriano. Provavelmente, a maioria dos animais anteriores ao Cambriano tinham o corpo mole como os modernos platelmintos, provavelmente ainda mais pequenos como as modernas turbelárias – que não constituem um bom material fóssil. E então algo aconteceu há meio bilhão de anos atrás para permitir aos animais se fossilizar livremente – por exemplo, o surgimento de esqueletos duros e minerais.

Um nome antigo para “intervalo no registro fóssil” era “elo perdido”. A expressão entrou em voga na Inglaterra Vitoriana, o que prosseguiu até o Século XX. Inspirada por um mal entendido acerca da teoria de Darwin, ela foi usada como um insulto, de forma próxima a “Neanderthal” é coloquialmente (e injustamente) usado hoje em dia.

O sentido original, que era confuso, implicava em dizer que à Teoria Darwiniana faltava um elo vital entre os humanos e os outros primatas. Negacionistas, presentemente, têm grande apreço em dizer, no que eles imaginam se tratar de um tom reprobatório: “Mas vocês ainda não encontraram o elo perdido”, e eles freqüentemente fazem um escárnio relativo ao Crânio de Piltdown, para completar. Ninguém sabe quem perpetuou o boato de Piltdown, mas essa pessoa têm muito a responder. O fato de que um dos primeiros candidatos a fóssil homem-primata descobertos tenha se tratado de um boato providenciou uma desculpa para os negacionistas ignorar os muitos inúmeros fósseis que não o são; e eles ainda não pararam de exultar com isso. Se eles apenas dessem uma olhadinha nos fatos, logo iriam descobrir que agora nós temos um rico suprimento de fósseis intermediários ligando humanos modernos ao ancestral comum que nós dividimos com os chimpanzés. Do lado humano da história, é claro. Interessantemente, ainda não foram encontrados fósseis ligando esse ancestral (que não era chimpanzé nem humano) aos chimpanzés modernos. Talvez isso aconteça por que chimpanzés vivem em florestas, que não provêm boas condições para a fossilização. De qualquer forma, são os chimpanzés, e não os seres humanos, que hoje têm o direito de reclamar de elos perdidos!

Outro sentido diz respeito à alegada escassez das tão famosas “formas transicionais” entre grupos maiores como répteis e pássaros, ou peixes e anfíbios. “Apresentem seus intermediários!”. Os evolucionistas geralmente respondem a esse desafio dos negacionistas atirando-lhes ossos do Archaeopteryx, o famoso “intermediário” entre “répteis” e pássaros. Isso é um engano. Archaeopteryx não é a resposta a um desafio, por que não há desafio que valha a pena responder. Levantar um simples fóssil famoso como o Archaeopteryx significa ceder a uma falácia. De fato, para um grande número de fósseis, uma boa discussão pode ser feita a respeito de se cada um deles é ou não um intermediário entre alguma coisa e alguma outra coisa.

O mais tolo desses desafios acerca do “elo perdido” são as seguintes duas (ou variantes delas, as quais tem muitas). Primeiro, “Se as pessoas vieram dos macacos através dos sapos e dos peixes, então por que o registro fóssil não contem um ´sacaco[3]´”? E, segundo, “Eu passarei a acreditar na evolução quando eu vir um macaco parir um bebê humano”. Essa última afirmação comete o mesmo erro que todas as outras, além do erro adicional de pensar que uma mudança evolucionária de larga escala acontece do dia para a noite.

Bem, é claro, macacos não descendem de sapos. Nenhum evolucionista são já disse que eles o fizeram, ou disseram que patos descendem de crocodilos ou vice versa. Macacos e sapos dividem um ancestral comum, que certamente não se parecia nada como um sapo nem como um macaco. Talvez ele se parecesse um pouco com uma salamandra, e realmente nós possuímos fósseis parecidos com salamandras datando da época certa. Mas a questão não é essa. Cada uma das milhões de espécies de animais divide um ancestral comum com qualquer outra espécie. Se o seu entendimento acerca da evolução é tão deformado que você pensa que nós deveríamos esperar ver um sacaco ou um crocopato, você deveria também engrandecer o seu sarcasmo sobre a ausência de cachorropótamos ou de elefanzés. Na verdade, por que se limitar apenas aos mamíferos? Por que não pensar em uma kangurata (intermediário entre um canguru e uma barata) ou um octopardo (intermediário entre um óctopus e um leopardo)? Existe um número infinito de nomes de animais que você pode ajuntar da mesma forma. É claro que os hipopótamos não descendem dos cães, ou vice versa. Chimpanzés não descendem dos elefantes ou vice versa, da mesma forma que macacos não descendem de cães. Nenhuma espécie moderna descende de qualquer outra espécie moderna (se deixarmos de fora as separações muito recentes). Da mesma forma que você pode encontrar fósseis que podem aproximá-lo do ancestral comum do macaco e do elefante você também pode encontrar fósseis que o aproxime do ancestral comum dos elefantes e dos chimpanzés.

Já em relação ao segundo desafio, mais uma vez, humanos não descendem dos macacos. Nós na verdade dividimos um ancestral com eles. Conforme isso acontece, o ancestral comum pode se parecer mais com um macaco do que com um humano, e nós iríamos provavelmente chamá-lo de macaco, se o tivéssemos conhecido há 25 milhões de anos atrás. Mas embora humanos tenham evoluído de um ancestral que nós poderíamos chamar de macaco, nenhum animal dá a luz a uma nova espécie instantaneamente, ou pelo menos a nenhuma espécie que seja tão diferente de si mesma quanto um humano de um macaco, ou até de um chimpanzé. Isso não tem nada a ver com evolução. A Evolução não apenas é um processo gradual; ela tem que ser gradual se é para fazer algum trabalho explicativo. Grandes saltos em uma única geração – que é o que seria um macaco dando luz a um ser humano – são tão improváveis quanto a própria criação divina, e são descartadas pela mesma razão: estatisticamente são muito improváveis. Seria tão bom se aqueles que se opõem à evolução enfrentassem um pouco que fosse o desafio de aprender os menores rudimentos daquilo a que se opõem.

Retirado do livro “O Maior Espetáculo da Terra: A Evidência da Evolução”, escrito por Richard Dawkins.


[1] No original “gap” que tem um sentido mais próximo de “intervalo” mas que também pode significar uma “brecha”. N. do T.

[2] Anacrônico é tudo o que se situa fora de seu devido tempo histórico. Um filme que retratasse o Século XIX e exibisse um computador seria anacrônico, já que os mesmos foram inventados no Século XX. N. do T.

[3] No original “fronkey” que é uma palavra composta formada através da junção das palavras “frog” e “monkey”. A idéia é a de uma criatura intermediária e quimérica entre o sapo e o macaco. N. do T.

Anúncios

13 Responses to “Richard Dawkins – O Evolucionista Irado”


  1. outubro 17, 2009 às 6:44 pm

    Assim como a analogia dos que negam o holocausto, a história do assassinato não pode ser usada para representar a dicotomia Evolução X Criação. Por dois motivos:

    Primeiro; Não teria ocorrido apenas um crime. Existem centenas de milhões de formas de vida em nosso planeta. E, segundo a Teoria Evolucionista, essas formas de vida descendem de outras que estão evoluindo a mais de quinhentos milhões de anos. Isso sem contar com o período Pré-Cambriano. Seria como centenas de milhões de Mordomos matando centenas de milhões de Baronesas continuamente duramte mais de quinhentos milhões de anos. Se você sabe multiplicar então faça as contas e calcule a probabilidade! O que é que vem depois de Quadrilhão mesmo? É definitivamente impossível que durante todos esses assassinatos ouvesse a mesma coincidência de a câmera estar desligada exatamente no momento em que uma espécie estava criando uma nova característica.

    Segundo; “Impressões digitais, pegadas, DNA de uma mancha de suor na pistola, e um motivo forte” de fato não deixam dúvidas da condição de culpado do mordomo. Entretanto não existem provas concludentes da evolução. Tanto que Dawkins não apresenta nenhuma. (Existe uma sociedade Evangélica nos Estados Unidos que oferece o prêmio de U$ 250.000,00 duzentos e cinquenta mil Dólares para o cientista que apresentar uma única próva concludente da evolução. Até hoje o dinheiro está esperando por um ganhador. A Evolução é apenas uma Teoria.)

    “O que poderia ser uma evidência contra a evolução, e uma evidência muito forte para tal, seria a descoberta de um simples fóssil no estrato geológico errado.”

    Por incrível que pareça foi descoberta uma ave que viveu num período bem anterior ao Jurássico:

    “Com menos de 25 centímetros de comprimento e dorso coberto por longas penas, um pequeno réptil que viveu há 220 milhões de anos está provocando uma enorme polêmica entre os paleontólogos…”
    “Na época, o paleontólogo russo Alexander Sharov descreveu o Longisquama como um réptil com escamas alongadas…”
    “A equipe russo-americana que estudou o Longisquama percorreu um tortuoso caminho para chegar à conclusão de que ele é uma proto-ave…”
    “Encontramos algumas das mais reconhecíveis características das penas de aves modernas, que não aparecem em outro lugar”, diz o americano John Ruben, coordenador do novo estudo. O paleontólogo Terry Jones vai além e diz que, mesmo sem as penas, o bicho tem tudo para ser o ancestral das aves. “A estrutura peitoral, o pescoço e o esqueleto são exatamente como os dos pássaros”, afirma.”
    “Em 1998, na província de Liaoning, na China, encontraram-se os fósseis de dois estranhos animais, o Caudipteryx e o Protoarchaeopteryx. Eles foram descritos como dinossauros com penas numa etapa de transição para as aves atuais. O Longisquama joga essa interpretação no lixo.” “As penas são estruturas muito complexas que apareceram em um único momento na cadeia evolutiva”, diz John Ruben. “Elas não poderiam ter aparecido tão cedo no Longisquama e depois ressurgido num dinossauro 100 milhões de anos mais tarde.” Ou seja, o Caudipteryx e o Protoarchaeopteryx só poderiam ser aves primitivas descendentes do antiquíssimo Longisquama, e não de dinossauros…”
    (Essa reportagem foi publicada na seção de Paleontologia, página 85, da Veja de 28 de junho de 2000)

    Isso significa uma coisa bem clara: que o Archaeopteryx não era uma forma de transição entre pássaros e répteis, era um pássaro perfeito assim como o Caudipteryx e o Longisquama. Eu acho que o Dawkins não tem acompanhado muito bem os avanços na paleontologia!!!

  2. outubro 19, 2009 às 11:35 am

    Vinicius,
    Obrigado pela reportagem da Newsweek. A nossa imprensa é muito medíocre e raramente publica esses textos, apesar de ter o direito de tradução deles. Graças ao seu site, tomei conhecimento da matéria. Parabéns pela iniciativa.

  3. 3 Rodrigo
    novembro 9, 2009 às 11:36 am

    Allison,
    Acho que vc está entendendo o texto do jeito que vc quer.
    Pelo que parece vc não tem acompanhado os avanços da paleonto tão bem qto pensa. Entre aqui na wiki só pra iniciar sua pesquisa:
    http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_transitional_fossils

    http://en.wikipedia.org/wiki/Ida_%28fossil%29

    Depois vá ler um livro, mas saiba interpretar, vc está com erros de intrepretação, típicos dos cristãos, aliás deve ser por isso que o tal dinheiro das igreja evangélicas ainda está lá.
    Por exemplo, oq é uma proto-ave pra vc?
    “O paleontólogo Terry Jones vai além e diz que, mesmo sem as penas, o bicho tem tudo para ser o ANCESTRAL das aves”. Qual a sua definição de ANCESTRAL?

    Já leu o “Origem das espécies” pelo menos?

    Faça um favor para os leitores desse blog, estude antes de criticar.

    Boa sorte

  4. 4 Marcelo
    março 21, 2010 às 10:21 pm

    Falsa analogia na certa.

  5. 5 Alvaro Borges
    abril 14, 2010 às 8:55 pm

    Uma pena que um blog tão bom esteja há tanto desatualizado. Espero que as atualizações voltem logo.

  6. julho 24, 2010 às 7:03 pm

    As falácias do Dawkins são grosseiras, criticar o método científico, triste… prova que ele é mesmo um pseudocientista.

  7. julho 24, 2010 às 7:04 pm

    Ps. Gostei do comentário Alisson do Carmo, abraço.

  8. 8 Sergio Dias
    agosto 14, 2010 às 3:26 am

    hehehehe! Gostei do comentário do Bruno!
    Chamar Dawkins de psuedocientista.
    Diz para nós Bruno, qual é a sua formação?
    Pelo o que eu vi, vc é clarividente, vive de luz, acredita em Ets, fadas, gnomos, fim do mundo e conspirações!
    Responda a pergunta de preferencia antes de 2012! hehehehe

  9. agosto 24, 2010 às 10:55 pm

    Ai ai ai, me aparece cada um… Sr. Sergio pelomenos escreva algo científico. Você parece aquele típico aluno que não aprende na aula e fica so dando pitaco!!! Diz você… Qual sua formação???
    kkk…

    Atenciosamente.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: