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Michael Albert – Teorias da Conspiração

Illuminati Dollar Tower

Atualmente, onde quer que vão, militantes de esquerda se deparam com muitas questões de novos ativistas políticos acerca deste ou daquele episódio – A Surpresa de Outubro[1], o escândalo BCCI[2], Caso Irã-Contras[3], David Duke[4] – com ênfase em quem fez o quê, quando, cientes do que e com quais intenções. Apresentam bem menos questões sobre as causas estruturais das tendências e acontecimentos. As pessoas estudam a afiliação de algum grupo malfeitor. Ignoram a estrutura do governo e das corporações. Como isso se tornou uma “moda”? Para onde isso está nos levando?

Teoria da Conspiração

Original disponível em: http://zena.secureforum.com/znet/ZMag/articles/oldalbert19.htm

Oliver NorthUma TEORIA DA CONSPIRAÇÃO é a hipótese de que alguns eventos são causados por espinhosas maquinações secretas de indivíduos anti-democráticos. Um exemplo notável é explicar o Caso Irã-Contras como ações desonestas secretas praticadas por Oliver North e outros comparsas. Do mesmo modo, outra teoria da conspiração explica a crise de reféns no último ano presidencial de Jimmy Carter como maquinações de uma “equipe secreta” colaborando para ajudar Ronald Reagan a vencer as eleições presidenciais. Uma teoria da conspiração a respeito do assassinato de Karen Silkwood revelaria o nome das pessoas que secretamente planejaram e realizaram o assassinato. Forçando a barra, poderíamos imaginar inclusive uma teoria conspiratória do patriarcado como homens se unindo para negar reconhecimento às mulheres, ou uma teoria da conspiração do governo dos EUA como grupos adversários buscando o poder para seus próprios fins.

Conspirações existem. Grupos regularmente deliberam coisas sem necessariamente divulgar à imprensa, o que se torna Silkwood - O Filmeuma conspiração sempre que isso transcende o comportamento “normal”. Nós não falamos de uma conspiração para vencer as eleições se a atividade suspeita inclui apenas candidatos e seus assessores trabalhando privativamente para desenvolver estratégias eficazes para tanto. Nós falamos sobre uma conspiração quando a ação resultante envolve roubar os planos da outra equipe, batizar a sua bebida, ou outra atividade excepcional. Quando uma conspiração causa tais resultados, os mesmos não teriam acontecido se essas pessoas em particular com as suas intenções em particular não tivessem se reunido.

Teorias da conspiração podem ou não podem identificar círculos verdadeiros com influência concreta. As Teorias da Conspiração:

a)      Afirmam que um grupo particular de pessoas agiu fora das normas de forma desonesta e geralmente sigilosa.

b)      Desconsidera o caráter estrutural das instituições.

Personagens, suas agendas, encontros secretos e ações conjuntas chamam a atenção. Relações institucionais escapam ao olhar. Nós perguntamos, North se reuniu com Bush antes ou após o encontro entre MacFarlane e Sr X? Existe algum documento que revele o plano com antecedência? Podemos deduzir tais e tais coisas das conversas telefônicas? Qual é a credibilidade da testemunha?

Teoria Institucional

Conselho de Segurança da ONUEm uma Teoria Institucional, personalidades e motivações pessoais entram na discussão apenas como resultado de fatores mais básicos. Ações pessoais resultando em um acontecimento não servem como explicação. A teoria explica os fenômenos através de papéis, incentivos e da dinâmica de instituições subjacentes. A teoria institucional não ignora as ações humanas, mas o ponto chave de uma explicação institucional é mudar o foco de fatores pessoais para fatores institucionais. Se indivíduos em particular não estivessem naquele lugar para fazê-lo, muito provavelmente outras pessoas o fariam.

Uma teoria institucional do Caso Irã-Contras e da Surpresa de Outubro explicariam como e porque esses acontecimentos surgiram em uma sociedade com as nossas formas sociais, políticas e econômicas. Uma teoria institucional do assassinato de Karen Silkwood revelaria a indústria nuclear e pressões societárias maiores que teriam provocado seu assassinato. Uma teoria institucional do patriarcado explicaria as relações de gênero em termos de casamento, igreja, mercado, socialização e etc. Uma teoria institucional do governo enfatizaria o controle e a divulgação de informações, a dinâmica da burocracia e o papel da subserviência a interesses de classe, etnia e gênero.

As instituições existem. Sempre que elas possuem impacto suficiente em acontecimentos, desenvolver uma teoria institucional é pertinente. Entretanto, quando um acontecimento surge a partir de uma conjuntura única de pessoas e oportunidades, embora as instituições definitivamente representem um papel, ele não pode ser generalizado e uma teoria institucional pode ser descabida ou mesmo impossível de construir.

Teorias institucionais podem ou não identificar relações reais com
influência concreta nos acontecimentos que explicam. Teorias Institucionais:

a)      Declaram que as operações regulares de certas instituições criam os comportamentos e motivações que resultam nos acontecimentos em questão.

b)      Referem-se a personalidades, interesses, agendas e encontros pessoais apenas como fatos acerca dos eventos precisando de explicação, não como a explicação em si mesma.

A organização, motivação e comportamento das instituições recebe a maior parte da atenção. Pessoas em particular, enquanto não se tornam meras cifras, não são consideradas agentes causadores a priori.

A Diferença

Para ver a diferença operacional entre uma teoria da conspiração e uma teoria institucional podemos comparar um pouco das visões de dois críticos famosos da atualidade da política externa dos EUA, Noam Chomsky e Craig Hulet.

Aqui está uma passagem indicativa de cada.

Craig HuletHULET: “Não é do Kwait que se trata. Não é de petróleo que se trata. Não tem nada a ver com isso. E certamente não tem nada a ver com restaurar um governo legítimo [no Kwait] quando pela primeira vez estamos tentando instalar um governo legítimo que é uma ditadura não militar listada pela Anistia Internacional por cometer os mesmos crimes hediondos contra o seu povo [como Saddam Hussein] … O que estou sugerindo é que pela primeira vez nós vamos desperdiçar vidas americanas para eleger um tirano de estatura um pouco menor apenas por causa do tamanho de seu país … há uma política externa que está sendo orquestrada em clara violação dos EUA, às leis internacionais e à Constituição. Alguém se surpreende com isso após Watergate ou após o assassinato de Kennedy ? …

“Por que americanos deveriam morrer para restaurar uma ditadura invadida por outra? Primeiro, era para proteger a Arábia Saudita. Hoje em dia todos sabem que ele [Saddam] não tinha intenções de ir mais longe do que o Kwait. Então eles abandonaram essa justificativa. Eles vieram com essa outra, de que o motivo é o petróleo. Então de uma hora para outra os preços do petróleo, bem no meio de uma guerra, caíram para US$ 21,00 o barril, que era o preço anterior à guerra. Então obviamente não pode ser o petróleo. Então esse não pode ser o nosso interesse vital em risco. Trata-se de um governo legítimo? Se se trata de um governo legítimo, então estamos colocando de volta no poder um déspota sob a doutrina Breshnev, não sob a doutrina Truman. Sendo a doutrina Breshnev a de tratarmos todas as nações como igualmente soberanas independente de quão despóticas elas sejam, e mantê-las no poder. Então pela primeira vez George Bush está seguindo a doutrina Breshnev ao invés de instalar uma república livre ou manter um povo livre no gozo de sua liberdade.

[Segue-se uma longa discussão a respeito dos holdings dos EUA e a influência de Al Sabah chefe da família Kuwaiti, seguido por perguntas dos ouvintes focadas principalmente sobre a eficácia de se pedir o impeachment de George Bush, cuja resposta de Hulet é:] Vai depender do público se [o governo] George Bush – e eu concordo, é uma Junta governante – sofrerá um impeachment. Não caberá apenas aos Senadores e Congressistas tomar essa decisão. Eles não tomarão esta decisão a não ser que a opinião pública apoie este tipo de ação”. [ênfase minha, M.A.]

Noam ChomskyCHOMSKY: “Se esperamos entender qualquer coisa sobre a política externa de qualquer país, é uma boa ideia começarmos investigando a estrutura social doméstica: Quem define a política externa? Que interesses essas pessoas representam? Quais são os fundamentos domésticos do seu poder? É uma suposição razoável a de que a política resultante irá refletir os interesses particulares daqueles que a elaboram. Um estudo honesto de história revela que esta expectativa natural é geralmente satisfeita. As evidências são esmagadoras, na minha opinião, de que os Estados Unidos não são exceção à regra geral – uma tese que geralmente é caracterizada como “crítica radical”…

“Alguma atenção ao registro histórico, assim como ao senso comum, leva a uma segunda expectativa razoável: Em toda sociedade surgirá uma casta de propagandistas que se esforçarão para disfarçar o óbvio, para dissimular as reais maquinações do poder e para elaborar uma teia de objetivos e propósitos míticos, completamente benignos, que alegadamente guiam as políticas nacionais … qualquer horror, qualquer atrocidade serão explicadas como infortúnios – em alguns casos tragédias – que se afastam dos verdadeiros desígnios nacionais …

“Desde a Segunda Guerra Mundial tem havido um processo contínuo de centralização, no processo de tomada decisões, no poder executivo, certamente no que se refere à política externa. Segundo, houve uma tendência durante boa parte desse período em direção à concentração na economia doméstica. Além disso, estes dois processos se relacionam intimamente, por causa da enorme influência corporativa sobre o poder executivo …”

A SEMELHANÇA evidenciada entre esses dois pensadores é uma discordância pela política externa dos EUA. A diferença é que Hulet geralmente entende a política como as preferências de um grupo particular de pessoas – neste caso, uma “junta” e a família Al Sabah – mal se referindo a instituições. Chomsky sempre entende as políticas como decorrentes de instituições particulares – por exemplo, “o poder executivo” e as corporações.

Powell Chemical WeaponsPara Hulet, o problema implícito é punir ou provocar o “impeachment” dos culpados diretos, uma ideia comum aplicável a todas as teorias da conspiração. O modus operandi todos os teóricos da conspiração, portanto faz sentido sempre que o objetivo é atribuir responsabilidade pessoal imediata para alguma ocorrência. Se nós queremos prestar denúncia contra alguém por um assassinato político para exigir retratação ou para criar um precedente para tornar mais difícil a prática desse tipo de ações, a abordagem conspiracionista é fundamental. Mas a abordagem conspiracionista fica aquém do esperado para explicar a causa de assassinatos políticos e desenvolver um programa para elaborar políticas para frustrar a resistência popular. A teoria da conspiração reflete a abordagem a personalidades, datas e momentos na história. É uma visão de um esportista fanático, ou voyeurista a circunstâncias complexas. Ela pode manipular fatos ou apresentá-los fielmente. Quando é feita honestamente, ela possui a sua importância, mas nem sempre é a melhor abordagem.

collateralmurderPara Chomsky, o problema é discernir as causas institucionais subjacentes à política externa. O modus operandi do teórico institucional não faria muito sentido para descobrir quais indivíduos conceberam e defenderam uma política, ou qual indivíduo em particular decidiu lançar bombas sobre um abrigo civil. Para entender por que essas coisas acontecem, entretanto, e sob quais condições elas irão ou não irão continuar a acontecer, a teoria institucional é indispensável e os motivos, métodos, e agendas dos verdadeiros responsáveis não são suficientes.

escola basePegue a mídia. Uma abordagem conspiracionista irá salientar as ações de alguma camarilha de editores, jornalistas, apresentadores, proprietários ou até mesmo um lobby. Uma abordagem institucional mencionará os personagens mas irá destacar as pressões corporativas e ideológicas que geram tais influências. Uma pessoa inclinada a ver conspirações irá procurar por evidências da subserviência da mídia ao poder e ver uma cabala de pessoas más, talvez corporativas, talvez religiosas, talvez federais, censurando a mídia por representar o seu papel. O conspiracionista irá então querer saber sobre a cabala, como as pessoas sucumbem à sua vontade, etc. Uma pessoa inclinada em direção à análise institucional irá procurar por evidências da subserviência da mídia e perceber que sua burocracia interna, seu processo de socialização, e os interesses de seus proprietários engendram estes resultados como parte da realização do seu papel midiático. O institucionalista irá então querer saber sobre o caráter estrutural da mídia e como ele funciona, sobre os interesses predominantes e quais são as suas implicações.

A abordagem conspiratória irá influenciar as pessoas a acreditar que ou

a)      Elas deveriam educar os malfeitores a mudar seus motivos ou

b)      Eles devem se livrar dos malfeitores e apoiar novos editores, jornalistas, apresentadores ou proprietários.

A abordagem institucional consideraria os ganhos possíveis da mudança do quadro de pessoal, mas explicaria quão limitadas seriam essas mudanças. Ela influenciará as pessoas

a) Através de uma campanha de pressão constante a mudar as pressões institucionais para o ofuscamento (das notícias), ou

b) Através da criação de novos canais de mídia livre da pressão institucional sofrida pelos meios corporativos.

O Apelo da Teoria da Conspiração

CNN Gulf War ImageNATURALMENTE A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO e sua metodologia personalista associada possui apelo entre promotores e advogados, dado que eles devem identificar responsáveis imediatos e atores individuais. Mas qual é o apelo que elas possuem para pessoas preocupadas em mudar a sociedade?

Existem muitas respostas possíveis que provavelmente influenciam, em maior ou menor grau, as pessoas que apreciam teorias da conspiração. Primeiro, teorias da conspiração geralmente são irresistíveis e as evidências que as teorias da conspiração revelam são geralmente úteis. Além disso, a descrição complexa das tramas se torna algo viciante. Uma peça e então outra e outra precisam de interpretação. Teorias da Conspiração têm o apelo de mistérios – são dramáticas, irresistíveis, vívidas e humanas. Finalmente, o desejo de retribuição ajuda a fomentar contínuas incursões em detalhes pessoais.

Segundo, teorias da conspiração possuem implicações administráveis. Elas sugerem que tudo estava bem uma vez e pode voltar a ficar bem desde que os conspiradores sejam demovidos de seus cargos. Portanto as teorias da conspiração explicam os males sem nos forçar a repudiar as instituições fundamentais de nossa sociedade. Elas nos permitem admitir os horrores e a expressar nossa indignação e raiva sem rejeitar as normas básicas da sociedade. Nós inclusive podemos reservar nosso ódio para os maiores responsáveis. Aquele representante do governo ou advogado corporativo é mau, mas muitos outros são bons e o governo e as leis em si próprias estão bem. Nós precisamos nos livrar das maçãs podres. Tudo isso é conveniente e sedutor. Nós podemos repudiar candidatos específicos mas não o governo em si, CEOs específicos mas não o capitalismo em si, jornalistas, editores inclusive proprietários de periódicos mas não toda a mídia corporativa. Nós rejeitamos vis manipuladores, mas não as instituições básicas de nossa sociedade. Podemos, portanto continuar a apelar para essas instituições em busca de reconhecimento, status ou remuneração.

Terceiro, teorias da conspiração proveem uma válvula de escape fácil e rápida para o ódio reprimido por alvos que pareçam inatacáveis ou que possam contra-atacar. Ou seja, a teoria da conspiração se torna uma espécie de bode expiatório.

Onde as teorias da conspiração estão nos levando?

Big BrotherSERIA RUIM SE a atenção personalista sem fim para o Caso Irã-Contras, a Surpresa de Outubro, o Inslaw, etc, apenas incentivasse as pessoas a procurarem por camarilhas enquanto ignoram as instituições. Este foi o efeito, por exemplo, de muitos dos teóricos do Assassinato de Kennedy das últimas décadas. Pelo menos os valores em voga poderiam ser progressistas e poderíamos esperar que as pessoas iriam em breve gravitar em torno de explicações concretas de fenômenos mais estruturais.

Mas o fato é que, os valores que inspiram as formas conspiratórias de se explicar os acontecimentos estão começando a divergir drasticamente dos valores progressistas. Inclusive alguns setores da esquerda estão se tornando tão ávidos por explicações conspiracionistas apressadas que estão começando a gravitar em volta de qualquer alegação conspiratória, não importa quão ridícula seja.

Desse modo o campo do conspiracionismo tem se tornado atraente e os novos aprendizes nem sempre são progressistas sendo que em alguns casos se inclinam ou em direção à reação ou até mesmo ao fascismo. A apresentação de teorias da conspiração passou de pequenos boletins e jornais para programas de entrevista e revistas de grande audiência e, ao mesmo tempo, da identificação de “equipes secretas” de agentes da CIA para redes todo-poderosas de financiadores árabes e fraternidades bancárias judias internacionais.

Há uma analogia irônica sobre uma recente análise da política nacional do Partido Republicano. Neste sentido, muitos jornalistas agora afirmam que as declarações racistas do Partido Republicano em anos recentes pavimentaram o caminho para David Duke, acostumando o público à discriminação racial e incentivando o seu apetite por mais. Da mesma forma, não é plausível que o relativamente grande volume de recursos investido na redação, organização e proselitismo de teorias da conspiração progressistas nas últimas décadas tenha se virado contra nós? É claro, a mudança dos tempos são em parte responsáveis pelo crescimento do interesse público em conspirações, mas não possui o comportamento dos progressistas nas últimas décadas a sua parcela de culpa?

O que fazer a respeito?

Tin Foil HatTEÓRICOS INSTITUCIONALISTAS de esquerda geralmente consideram teóricos da conspiração insignificantes. Confrontar os seus argumentos significa entrar em um miasma de detalhes potencialmente fabricados do qual não há escapatória. Nada de construtivo emerge. Mas talvez essa visão precise ser repensada. Quando Holly Sklar, Steve Shalom, Noam Chomsky ou qualquer um dos muitos outros analistas de esquerda falam sobre acontecimentos, mesmo sobre o Caso Irã-Contras ou sobre a Surpresa de Outubro, eles dão atenção aos fatos imediatos, mas também ao contexto institucional. Isso acontece como deveria mas, aparentemente, já não é o suficiente. Hoje, aqueles que possuem uma crítica institucional podem ser encarregados de duas responsabilidades adicionais. Primeiramente, talvez deveriam apontar a inadequação da teorização conspiratória de esquerda, mostrando que na melhor das hipóteses ela não vai longe o suficiente ao ponto de ser útil para a organização. Segundo, talvez eles deveriam desacreditar e castigar os conspiracionistas de direita, removendo sua aura de oposição e revelando suas afiliações racistas e elitistas subjacentes.

Da mesma forma, quando programas de rádio ou de entrevistas de esquerda convidam pessoas para se comunicar com seu público acerca de acontecimentos nacionais ou internacionais, deveriam se certificar de que o convidado é coerente, que possui uma forma de escrita ou oratória eficazes, aborda os temas destacados, sabe identificar corretamente os atores envolvidos e conhece a história relacionada ao assunto. Mas isso não é suficiente. Fascistas podem preencher estes requisitos e apresentar estatísticas fabricadas como se fossem fatos, declarações desagradáveis sobre minorias como se fossem comentários objetivos, e nada sobre relações institucionais de verdade, vendendo toda essa bagunça como uma forma de entender o mundo e influenciar eventos sócio-políticos. A mídia de esquerda, mesmo amarrada como ela é, deveria assumir responsabilidade pelas ofertas que recebem. As pessoas esperam que se os comentaristas aparecem em nossos shows e em nossas publicações, eles possuam um certo nível de integridade, honestidade e sensibilidade. Nós não devemos emprestar nossas credenciais para lixo de direita, seja ele ruidoso, seja ele dissimulado para parecer civilizado sendo malicioso. Mesmo em relação a teorias da conspiração de esquerda e de direita, mesmo quando ela revela evidências importantes, os ativistas de esquerda deveriam apontar seus limites e aumentá-los com análise institucional e contextual.

Tradução: Vinícius           Revisão: Falcão


[1]                    [1] http://eraumaveznaamerica.blogs.sapo.pt/295974.html

[3]                    [3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Ir%C3%A3-Contras

[4]                    [4] http://obomsensoartigo19.blogspot.com.br/2011/09/david-duke.html


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