Archive for the 'repressão' Category

14
dez
14

Emma Goldman – O Fracasso da Revolução Russa

Emma Goldman


(In My Further Disillusionment with Russia, 1924)

Emma GoldmanFicam agora bem claros os motivos que fizeram com que a Revolução Russa, tal como foi conduzida pelo Partido Comunista, fosse um fracasso. O poder político do partido, organizado e centralizado no Estado, procurou manter-se utilizando todos os meios de que dispunha. As autoridades centrais tentaram fazer com que o povo agisse de acordo com modelos que correspondiam aos propósitos do Partido, cujo único objetivo era fortalecer o Estado e monopolizar todas as atividades econômicas, políticas e sociais e até mesmo as manifestações culturais. A revolução tinha objetivos totalmente diferentes pelas suas próprias características, era a negação do princípio da Autoridade e da centralização. Ela lutava para alargar ainda mais os meios de expressão do proletariado e multiplicar as fases do esforço individual e coletivo. Os objetivos e as tendências da Revolução eram diametralmente opostos àqueles do Partido Governante.

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15
fev
14

O Papel Secreto da NSA no Programa de Assassinatos dos EUA

Por Jeremy Scahill e Glenn Greenwald

Link original da matéria: https://firstlook.org/theintercept/article/2014/02/10/the-nsas-secret-role/

10 Fev 2014, 12:03 AM EST 540

Créditos: Kirsty Wigglesworth/Associated Press.

Glenn GreenwaldA Agência de Segurança Nacional (NSA) está usando análise complexa de resultados de vigilância eletrônica, ao invés de inteligência humana, como método primário para localizar alvos para mortíferos ataques por drones – uma tática pouco confiável que resulta na morte de desconhecidos e pessoas inocentes.

Jeremy ScahillDe acordo com um ex-operador de drones para o Comando de Operações Especiais Conjuntas (JSOC) que também trabalhou para a NSA, a agência frequentemente identifica alvos baseada em controversas análises de metadados e tecnologia de rastreamento de celulares. Ao invés de confirmar a identidade de um alvo usando efetivos ou informantes em campo, a CIA ou o exército dos EUA realizam ataques com base na atividade e na localização do telefone móvel que acreditam que a pessoa esteja usando.

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24
dez
10

Repercussão de blog quase rende processo

Vinícius Simões afirma ter cautela e procura frequentemente a ocorrência de seu nome

No intuito de promover a militância e o movimento estudantil na época de faculdade, Vinicius Simões criou um blog no qual pudesse colocar artigos de sua autoria, bem como de terceiros Com a participação em fóruns e lista de discussão e os textos com fortes críticas à gestão da reitoria da universidade, não demorou para que seu nome e suas ideias ganhassem grande repercussão, principalmente no meio acadêmico ”Uma delas, que pode ser considerada negativa, foi uma ameaça de processo vinda do assessor do reitor para que eu retirasse do ar a menção que fazia sobre ele”, lembra Simões, que hoje é servidor municipal

O conteúdo não foi retirado, nem a ameaça levada adiante Mas a partir desse episódio, ele percebeu que o que é colocado na internet precisa de bastante cautela ”Não me arrependo do que escrevi Faz parte da minha trajetória enquanto indivíduo É diferente da exposição gratuita e sem consciência que os jovens se submetem hoje em dia Mas esta situação me levou a ter mais cuidados”, defende

Até mesmo por isso, hoje, Simões evita colocar informações pessoais na rede Seu perfil numa rede social só consta o primeiro nome ”Tudo para dificultar que consigam levantar dados a meu respeito”, diz ele, que confessa procurar frequentemente a ocorrência de seu nome na internet

Marian Trigueiros

Fonte: Folha de Londrina

19
nov
10

20 estudantes são ameaçados de expulsão da USP por Decreto da Ditadura Militar

            20 estudantes estão ameaçados de “eliminação” da USP por conta de seu ativismo político. Quatro deles por conta da ocupação da reitoria da USP em 2007, e 16 pela retomada de parte da moradia do CRUSP durante este ano. Todos eles respondem a processo administrativo por praticar ato atentatório à moral ou aos bons costumes”, “perturbar os trabalhos escolares e a administração da universidade”, “atentar contra o nome e a imagem da universidade”. E a pena para tais acusações é a eliminação (expulsão somada a mais 5 anos de afastamento obrigatório da instituição). Todos eles são acusados com base em um decreto da Ditadura Militar (52.906, de 1972), 

 

            Tal decreto foi instituído sob a égide do AI-5 e redigido pelo ex-reitor da USP, Gama e Silva. Ele vigora de forma “transitória” há algumas décadas e, inconstitucionalmente, ainda proíbe greves e manifestações políticas, prevendo sanções para quem “promover manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar, promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares; afixar cartazes fora dos locais”. O Regimento da USP foi parcialmente reformado em 1988. Entretanto, mais de 25 anos após o fim da ditadura no Brasil, seus fundamentos arbitrários ainda são mantidos. Isso nos faz retornar à importante questão da estrutura de poder na USP. Até hoje, é o governador do Estado de São Paulo quem define o nosso reitor – neste caso, o mesmo governador que em 2009 permitiu que a polícia militar entrasse no campus para atacar sua comunidade universitária, fato que não havia mais ocorrido deste a redemocratização do país.

            Ao mesmo tempo, trabalhadores da USP e seu sindicato – SINTUSP – sofrem mais de 20 processos por realizarem greves e manifestações (direitos constitucionais) na luta pela isonomia salarial. Professores também estão sendo atingidos, como é o caso do professor do instituto de Ciências Biomédicas, punido por denunciar à imprensa irregularidades nos laboratórios de sua unidade.

            Em dezembro próximo completarão dois anos da demissão do dirigente sindical Claudionor Brandão. Abriu-se ali um precedente punitivo que ainda não conseguimos reverter. Estamos vivendo um momento político onde a direita se investe mais uma vez de sua eficiência tão rogada para combinar demissões por condutas tidas como inadequadas e por posicionamento político e ativista. Ambas para indicar aos alunos e ao trabalhador da USP (e aqui já incluso os professores) o modelo de universidade em disputa. Seu projeto de modernização acadêmica – calcado em premiações para as faculdades e institutos “mais eficazes”, incentivando “a competição entre os diferentes núcleos da USP”, coordenado quiçá por “um processo de seleção natural no próprio mercado” – é abertamente avesso ao ativismo sindical e estudantil (artigo concedido pelo reitor J. G. Rodas à Revista Veja, também em anexo).

            Convidamos a todos para que divulguem esta carta e assinem a moção de apoio que a acompanha.

             

 

 

Moção de Apoio aos estudantes, trabalhadores e professores

da USP ameaçados de punição por questões políticas

 

            Nós, abaixo assinados, em nome da tradição de liberdade política, científica, acadêmica e cultural que deve vigorar no interior de toda e qualquer universidade, viemos por meio desde documento pedir:

 

1.      que a Universidade de São Paulo suspenda imediatamente todos os processos de
perseguição e punição que está promovendo contra os membros da sua própria comunidade universitária,  sobretudo contra os estudantes ameaçados de expulsão;

 

2.      e que a Universidade de São Paulo, em respeito à cultura democrática que está sendo construída no Brasil e à tradição de liberdade que deve vigorar na cultura universitária,  revogue imediatamente o código disciplinar instituído pelo Decreto nº 52.906, de  27 de março de 1972.

 

19
fev
09

Muro vai cercar a UEL

Matéria veiculada no jornal Tribuna da Massa, dia 12 de Janeiro de 2009.

09
abr
08

Folha de Londrina, 03 de Junho de 2007

Segue abaixo uma cópia da entrevista que o reitor da Universidade Estadual de Londrina deu em visita á Folha de Londrina e na qual faz declarações absurdas e discriminatórias a respeito do Movimento Estudantil da UEL. Por falta de críticas verdadeiras ele afirma que o movimento estudantil é financiado por partidos de ultra-esquerda – por possuir dinheiro para comprar apitos, faixas e narizes de palhaço – e que as pessoas que se manifestavam contra o plano – um plano de segurança proposto pelo seu chefe de segurança, um capitão afastado da Polícia Militar, Pedro Marcondes – “tinham interesse que a UEL fosse campo livre para o tráfico”, ou seja, que eram drogadas ou traficantes.

O artigo pode ser encontrado no seguinte endereço:

http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=3371LINKCHMdt=20070603

Um relato sobre a AudIência Pública, bom para desmentir certas afirmações, pode ser lido em: Sobre a Audiência Pública

PLANO DE SEGURANÇA DA UEL – Universidade é campo fértil para o tráfico
Reitor disse, em visita à FOLHA, que a segurança na UEL vai além da construção de um muro, é necessário contratar seguranças, mas admite não ter autonomia para fazer isso

rquivo FOLHA

Para reitor Wilmar Marçal, há interesses partidários nas manifestações dos estudantes, contrários ao fechamento do campus

Os protestos que impediram a realização de audiência pública sobre o Plano de Segurança da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na última quarta-feira, marcaram o primeiro grande conflito entre o reitor Wilmar Marçal e o movimento estudantil. Em entrevista à FOLHA, o reitor lançou dúvidas sobre a legitimidade dos opositores do plano. Também falou dos decretos do governo estadual que ameaçam a autonomia universitária.

O senhor imaginava que o Plano de Segurança provocaria tanta polêmica?

Imaginava. Temos fortes indícios de que a UEL é campo fértil para o tráfico de drogas. Quando se mexe com organizações que têm interesse em que o campus continue aberto, espera-se manifestações.

Os estudantes dizem que não estão tendo voz na discussão…

Os estudantes estão sem representação no Conselho há mais de seis meses. Passamos para eles a necessidade de se cumprir os quesitos previstos no regimento da UEL, mas continuam irregulares. O plano está sendo discutido, sim, com os centros de estudo e departamentos. O entorno da UEL, através de 40 pessoas representativas, já se manifestou favorável. Esses estudantes (que promovem os protestos) estão tendo provavelmente fomento e ajuda financeira de alguém, porque têm dinheiro para gastar com faixa, repique, bumbo, nariz, uma série de coisas que não condiz com o discurso de que são carentes. É preciso identificar quem está por trás disso.

Alguma idéia?

Acho que há interesses partidários, talvez de grupos de ultra-esquerda.

Interesse de partidos, de traficantes… Não há opiniões contrárias ao plano que sejam isentas? Temos várias nas sessões de cartas…

Eu questiono um pouquinho a idoneidade das cartas, acho que algumas são também fruto de organizações interessadas em mostrar um lado contrário. E existe muita desinformação. A opinião pública precisa saber que boa parte dos alunos que fazem parte desse movimento contrário são repetentes há seis, sete anos. Eu também questiono por que isso acontece.

Os próprios seguranças da UEL apontam que o quadro está defasado. A contratação de mais vigias não poderia anteceder uma medida mais radical?

Contratação depende do governo do Estado, existe um limite de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não temos autonomia para fazer isso. É lógico que a universidade precisa de mais efetivo, ela cresceu muito. Temos que ter 200 vigias, e não 138 como tem hoje. Além disso o quadro dos agentes de segurança está bem próximo da aposentadoria.

Em relação ao governo estadual, a UEL vai brigar para recuperar a autonomia das viagens de professores ao exterior?

Estamos tentando convencer o governador a reestudar o decreto 5.098, que trata disso. O professor quando vai para o exterior ele vai em busca de contatos e aprimoramentos. É característica da pesquisa; acontece em todas as universidades. Na UEL temos assessoria de relações internacionais que é um setor que busca contatos com pesquisadores de todo o mundo e isso inclui um trabalho de levar estudantes para intercâmbio. A idéia é que a UEL se fortaleça ainda mais nesse quesito.

Os reitores reclamam que nem a própria secretária de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Puppato, vem participando dessas decisões. A pasta está sendo relegada nesta gestão?

Não há a efetiva consulta que deveria ter. No momento em que o governo, através de seu líder na bancada legislativa, faz um projeto para unificar o calendário dos vestibulares na calada da noite, e sequer a secretária é consultada, alguma coisa está errada.

Vanessa Navarro
Reportagem Local

08
abr
08

PM ESPANCA ESTUDANTES DENTRO DA UFMG

Nessa quinta-feira, estudantes foram impedidos de ver um filme por policiais que cercaram o IGC, deixando feridos e prendendo um estudante.

Ontem, às 19h30, no IGC, uma sessão de cinema foi impedida a cacetadas pela Polícia Militar de Minas Gerais! Cerca de cinqüenta homens da Polícia Militar de Minas Gerais, em várias viaturas e até um helicóptero, cercaram o Instituto de Geociências da UFMG impedindo a entrada e saída de trabalhadores e estudantes do prédio. A PM-MG foi convocada e autorizada a agir pela Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (Ronaldo Tadêu Pena e a vice-reitora, Heloisa Starling). Ao tentar sair do prédio, um estudante recebeu “voz de prisão” com a “justificativa” de desacato à autoridade. Indignados, estudantes, professores e demais trabalhadores presentes gritaram palavras de ordem pedindo a liberdade do estudante. A PM exaltou-se e começou a enfrentar os manifestantes, agredindo-os com cacetetes e coronhadas. Durante o tumulto causado pela Reitoria/PM uma das viaturas avançou em marcha-ré sobre os manifestantes e derrubou alguns deles. O objetivo da ação era reprimir uma sessão comentada de cinema, na qual seria apresentado um filme sobre a legalização da maconha (filme este que pode ser achado em qualquer locadora). Uma estudante de medicina foi levada para o Pronto Socorro João XXIII com ferimentos na cabeça. Outros estudantes foram feridos e levados para fazer exame de corpo-delito.

Nem a Reitoria da UFMG e nem a segurança universitária fizeram nada para impedir a agressão (a entrada da polícia estadual é proibida nas universidades federais). Os estudantes tiveram que se defender sozinhos de uma truculência que remonta aos tempos da ditadura militar. A Reitoria usa cada vez mais a força militar e a repressão. No ano passado, diversos estudantes foram ameaçados de jubilamento por se manifestarem contra as taxas da FUMP. Para ser acusado bastava aparecer em fotos das assembléias ou atos na reitoria! Também no Conselho Universitário que aprovou o REUNI, o prédio da Reitoria foi cercado por policiais para impedir qualquer manifestação contra um projeto que sequer foi discutido seriamente na comunidade. Nos encontros estudantis, alunos de outras universidades não podem se alojar na UFMG. No início deste ano, o Reitor chegou a receber voz de prisão por impedir a matrícula de estudantes que conseguiram liminar judicial para não pagarem as taxas.

Fazemos uma pergunta séria e sincera aos estudantes: é essa Universidade que a sociedade precisa? Uma Universidade em que divergências viram casos de policia, ou pior, invasões da policia no campus. Um reitorado que se diz democrático mas que a repressão é a sua maior arma contra os desacordos. Lembra alguma coisa? Lembra algum Estado de coisas? Sim, lembra a ditadura militar. Mas não passou? Não! Ontem o filme não passou no IGC!!!

Não podemos e não vamos nos calar. Convocamos todos os estudantes a comparecerem amanhã, às 7hrs, na Praça de Serviços do Campus Pampulha para debater o que fazer diante desse autoritarismo. Há décadas que isso não acontecia na UFMG. Não podemos seguir como se nada tivesse acontecido!

Assinam este manifesto: DCE-UFMG/DA- ICB/DA-FISIO/ DA-T.O./DAMAR/ DA IGC/ DA Educação Física/ CONLUTE/ESPAÇO SAÚDE/CIRANDA-LIBERDADE