Archive for the 'traduções' Category

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mar
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Curadoria – a terceira fronteira da web

Posted by Guest Writer – January 8, 2011 
Este é um artigo escrito pelo convidado Partice Lamothe – Diretor Executivo do Pearltrees (Pearltrees é um cliente da consultoria do SVW). Esta é uma versão levemente editada do artigo “La troisiéme frontiére du Web” que apareceu na revista OWNI – Jornalismo Digital – Março de 2010. O artigo propõe que os princípios fundadores da Internet só agora estão sendo implementados e que a próxima fronteira é organizar, ou fazer a curadoria, da Internet.
Por Patrice Lamothe
 
Patrice_N_B_800pixTodos estão percebendo que a web está entrando em uma nova fase de seu desenvolvimento.
Um dos indicativos desta transição é a multiplicação das tentativas de explicar as mudanças que estão acontecendo. Explicações funcionalistas enfatizam a web em tempo real, sistemas colaborativos e serviços georeferenciados. Explicações técnicas argumentam que a interconectividade entre os dados é o desenvolvimento atual mais importante. Eles consideram as novas fronteiras da web intimamente relacionadas à web semântica, ou à “web das coisas”.
Apesar destas explicações serem ambas pertinentes e intrigantes ao mesmo tempo, nenhuma delas oferece uma matriz analítica que dê conta de explicar o desenrolar dos acontecimentos atuais. Algumas ideias são específicas demais.
A “web em tempo real”, por exemplo, é uma das tendências mais claras e influentes atualmente. Mas, uma vez feita essa observação, não temos uma pista sequer acerca da utilidade ou do impacto da “web em tempo real” ou, mais importante, como isso se encaixa no desenvolvimento da web como um todo.
Em contraste, outras explicações são abrangentes demais para servir a qualquer fim útil.

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17
dez
14

Paul Krugman – Sobre a negação da desigualdade

1º de Junho de 2014

Paul Krugman

Paul Krugman

Há um tempo atrás publiquei um artigo intitulado “Os Ricos, a Direita e os Fatos,” no qual descrevi esforços politicamente motivados a negar o óbvio — o agudo aumento da desigualdade nos EUA, principalmente no pico da escala de renda. Talvez não o surpreenda ouvir que encontrei uma série de erros estatísticos sendo praticados nos mais altos escalões.

Talvez também não o surpreenda saber que não mudou muita coisa. Os suspeitos de sempre não apenas continuam a negar o óbvio, mas continuam destilando os mesmos argumentos desacreditados: A desigualdade na verdade não está aumentando; O.K., ela está aumentando mas isso não importa porque temos muita mobilidade social; de qualquer forma, é uma coisa boa, e qualquer pessoa que sugira que isso é um problema só pode ser marxista.

O que talvez o surpreenda seja o ano em que publiquei este artigo: 1992.

O que me traz à última rixa intelectual, deflagrada por um artigo escrito por Chris Giles, editor do caderno de economia do jornal The Financial Times, atacando a credibilidade do best seller de Thomas Piketty o “Capital no Século XXI.” Giles declarou que a obra do Sr. Piketty comete “uma série de erros que comprometem seus resultados,” e que na verdade não há evidências do aumento da concentração de renda. E como praticamente todo mundo que já seguiu essas controvérias através dos anos, eu pensei, “Lá vamos nós novamente.”

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13
dez
14

Michael Shermer – A Destruição Mútua Assegurada Continuará Impedindo a Guerra Nuclear?

O impedimento proíbe a total abolição das armas nucleares?

1º de Junho de 2014 |Por Michael Shermer

Michael Shermer

Quando eu frequentava o ensino fundamental nos anos 1960, éramos periodicamente submetidos a exercícios de “agachar e cobrir” sob a fantasia risível de que nossas débeis carteiras nos protegeriam de uma explosão nuclear sobre Los Angeles. Quando eu era estudante na Universidade Pepperdine em 1974, o pai da bomba de hidrogênio, Edward Teller, falou em nosso campus sobre a eficácia da Destruição Mútua Assegurada (MAD) para impedir a guerra. Ele declarou que, em razão do acúmulo de armas, nenhum dos lados teria nada a ganhar por iniciar um ataque por causa da capacidade, que ambos possuíam, de mandar o outro de volta ao Paleolítico.

Até então a DMA tem funcionado. Mas, conforme Eric Schlosser revela em seu fascinante livro Command and Control, lançado em 2013, muitas vezes faltou pouco, fosse na crise dos mísseis cubanos, fosse na explosão do míssil Titan II na cidade de Damasco, Ark. E filmes populares tais como Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick, lançado em 1964, demonstraram bem como a coisa toda podia acabar, conforme o General Jack D. Ripper fica desvairado ao simples pensamento de uma “conspiração comunista para enfraquecer e contaminar todos os nossos preciosos fluidos corporais” e ordena um ataque nuclear contra a União Soviética.

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13
dez
14

Noam Chomsky – A União Soviética Contra o Socialismo

Our Generation, Primavera/Verão, 1986

Noam Chomsky

Quando as duas maiores máquinas de propaganda do mundo concordam sobre uma doutrina, um esforço intelectual para escapar de seus grilhões se faz necessário. Uma dessas doutrinas é que o modelo de sociedade criado por Lênin e Trotsky e mais tarde transformado por Stálin e seus sucessores possui relação com o socialismo em algum sentido significativo ou histórico. De fato, há uma relação, que é a relação de contradição.

É bastante claro por que as duas maiores máquinas de propagandas insistem nesta fantasia. Desde sua origem, o Estado Soviético tem tentado subjugar as forças da sua própria população, e das pessoas oprimidas de todos os lugares do mundo, a serviço dos homens que se aproveitaram da agitação popular russa em 1917 para capturar o poder do Estado. Uma das maiores armas ideológicas empregadas para este fim foi a reivindicação de que os dirigentes do Estado estão guiando a sociedade e o mundo em direção ao ideal socialista; uma impossibilidade, como qualquer socialista — certamente qualquer marxista sério — deveria ter logo entendido (muitos o fizeram), e uma mentira de dimensões avassaladoras como a história revelou desde os primeiros dias do Regime Bolchevique. Os capatazes tentaram conquistar legitimidade e apoio ao explorar a aura dos ideais socialistas e o respeito que lhe é devido, para dissimular sua própria prática cotidiana à medida em que destruíam qualquer vestígio de socialismo.

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