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13
dez
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Noam Chomsky – Os países ricos estão nos conduzindo ao desastre

Chomsky sobre a NSA, a destruição do planeta e outros

 

29 de Dezembro, 2013  |

Noam Chomsky

Em seu 85º ano, o intelectual político e linguista Noam Chomsky se mantém um polímata ferozmente ocupado e um ativista dedicado. De fato, sua agenda é tão exigente que nossa entrevista teve que ser marcada com um bom número de semanas de antecedência e o meu tempo ao telefone com o docente do MIT foi intercalado entre outra entrevista à imprensa e outro de seus muitos compromissos.

Felizmente, falar com Chomsky em dezembro deu a oportunidade de olhar o ano em retrospectiva — um ano de revelações e ofuscamentos relacionados à atividade do governo dos EUA.

Chomsky contou a Natasha Lennard suas opiniões sobre o caminhão de vazamentos da NSA, o futuro dos meios de comunicação, a neoliberalização do sistema educacional e os princípios de funcionamento dos governos. E, é claro, o caminhar do planeta em direção à sua própria extinção.

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13
dez
14

Michael Shermer – A Destruição Mútua Assegurada Continuará Impedindo a Guerra Nuclear?

O impedimento proíbe a total abolição das armas nucleares?

1º de Junho de 2014 |Por Michael Shermer

Michael Shermer

Quando eu frequentava o ensino fundamental nos anos 1960, éramos periodicamente submetidos a exercícios de “agachar e cobrir” sob a fantasia risível de que nossas débeis carteiras nos protegeriam de uma explosão nuclear sobre Los Angeles. Quando eu era estudante na Universidade Pepperdine em 1974, o pai da bomba de hidrogênio, Edward Teller, falou em nosso campus sobre a eficácia da Destruição Mútua Assegurada (MAD) para impedir a guerra. Ele declarou que, em razão do acúmulo de armas, nenhum dos lados teria nada a ganhar por iniciar um ataque por causa da capacidade, que ambos possuíam, de mandar o outro de volta ao Paleolítico.

Até então a DMA tem funcionado. Mas, conforme Eric Schlosser revela em seu fascinante livro Command and Control, lançado em 2013, muitas vezes faltou pouco, fosse na crise dos mísseis cubanos, fosse na explosão do míssil Titan II na cidade de Damasco, Ark. E filmes populares tais como Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick, lançado em 1964, demonstraram bem como a coisa toda podia acabar, conforme o General Jack D. Ripper fica desvairado ao simples pensamento de uma “conspiração comunista para enfraquecer e contaminar todos os nossos preciosos fluidos corporais” e ordena um ataque nuclear contra a União Soviética.

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13
dez
14

Noam Chomsky – A União Soviética Contra o Socialismo

Our Generation, Primavera/Verão, 1986

Noam Chomsky

Quando as duas maiores máquinas de propaganda do mundo concordam sobre uma doutrina, um esforço intelectual para escapar de seus grilhões se faz necessário. Uma dessas doutrinas é que o modelo de sociedade criado por Lênin e Trotsky e mais tarde transformado por Stálin e seus sucessores possui relação com o socialismo em algum sentido significativo ou histórico. De fato, há uma relação, que é a relação de contradição.

É bastante claro por que as duas maiores máquinas de propagandas insistem nesta fantasia. Desde sua origem, o Estado Soviético tem tentado subjugar as forças da sua própria população, e das pessoas oprimidas de todos os lugares do mundo, a serviço dos homens que se aproveitaram da agitação popular russa em 1917 para capturar o poder do Estado. Uma das maiores armas ideológicas empregadas para este fim foi a reivindicação de que os dirigentes do Estado estão guiando a sociedade e o mundo em direção ao ideal socialista; uma impossibilidade, como qualquer socialista — certamente qualquer marxista sério — deveria ter logo entendido (muitos o fizeram), e uma mentira de dimensões avassaladoras como a história revelou desde os primeiros dias do Regime Bolchevique. Os capatazes tentaram conquistar legitimidade e apoio ao explorar a aura dos ideais socialistas e o respeito que lhe é devido, para dissimular sua própria prática cotidiana à medida em que destruíam qualquer vestígio de socialismo.

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08
jun
14

Paul Krugman – Pontos Sem Volta

Paul Krugman

Paul Krugman

Recentemente duas equipes de pesquisadores, trabalhando separadamente e usando metodologias diferentes, chegaram a uma conclusão alarmante: A camada de gelo do Atlântico Oeste está condenada. O deslizamento da camada em direção ao oceano, e o resultante aumento dos níveis do mar, deverão acontecer vagarosamente. Mas é irreversível. Mesmo se tomarmos ações drásticas para limitar o aquecimento global agora mesmo, este processo de mudança ambiental em particular alcançou um ponto do qual não há volta.

Enquanto isso, o Senador da Florida, Marco Rubio — cuja boa parte do estado agora está condenado a submergir nas águas — resolveu se somar à questão climática. Alguns leitores podem se lembrar que, em 2012 o Sr. Rubio, perguntado sobre quantos anos acreditava ter a terra, respondeu “Eu não sou cientista, cara.” Desta vez, entretanto, ele confiantemente declarou que o avassalador consenso sobre as mudanças climáticas é falso, apesar de que em uma entrevista posterior foi incapaz de citar quaisquer fontes que justificassem seu ceticismo.

Então por que o senador faria tal declaração? A resposta é que, assim como aquela camada de gelo, a evolução intelectual do seu partido (ou, mais precisamente, seu retrocesso) alcançou um ponto sem volta, no qual as demonstrações de adesão a falsas doutrinas se tornou uma insígnia.

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08
jun
14

Paul Krugman – O fator Piketty

Paul Krugman

Paul Krugman

“O Capital no Século XXI,” o novo livro escrito pelo economista francês Thomas Piketty, é um fenômeno digno do nome. Outros livros sobre economia foram campeões de venda, mas a contribuição do Sr. Piketty é pesquisa acadêmica séria, do tipo que muda paradigmas de uma forma que a maioria dos best sellers não chegam nem perto. E os conservadores estão aterrorizados. Isso explica o alerta de James Pethokoukis do Instituto Empreendedor Americano na revista National Review de que a obra de Piketty deve ser repercutida, pois, de outra forma, ela “se espalhará entre os heresiarcas e remodelará o panorama econômico sobre o qual todas as batalhas sobre políticas públicas serão travadas.”

Bem, boa sorte nessa empreitada. A coisa mais impressionante sobre este debate até agora, é que a direita pareceu-me incapaz de elaborar qualquer tipo de contra-ataque significativo à tese do Sr Piketty. Ao contrário, as respostas não vão além de simples rotulações — em particular, afirmações de que o Sr. Piketty é um marxista, assim como o são qualquer pessoa que considere a desigualdade de renda e riqueza um assunto importante.

Voltarei às taxações em um minuto. Primeiro vamos falar sobre porque “O Capital” está tendo um impacto tão grande.

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08
jun
14

Paul Krugman – A Suécia virou um Japão

Paul Krugman

Paul Krugman

Há três anos atrás a Suécia era considerada um modelo sobre como se lidar com a crise. As exportações do país foram duramente atingidas pela crise no comércio mundial mas voltaram a crescer; seus bancos bem regulados expulsaram a tempestade; seus fortes programas de previdência social deram apoio à demanda por consumo; e, ao contrário de boa parte da Europa, ela possuía sua própria moeda, dando-lhe sua necessária flexibilidade. Em meados de 2010 os resultados estavam aparecendo, e o desemprego estava caindo rápido. A Suécia, declarou o The Washington Post, era a “estrela da recuperação econômica.”

Então surgiram os sadomonetaristas.

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08
jun
14

Joseph Stiglitz – Os chamados acordos de livre comércio deveriam promover o interesse público, não o privado

joseph_stiglitz_140x140Apesar das rodadas de negociação da Organização Mundial do Comércio em Doha não terem dado resultado desde que foram lançadas há quase doze anos atrás, outra rodada de negociações já está sendo planejada. Dessa vez as negociações não serão realizadas de forma global e multilateral. Em vez disso dois enormes acordos regionais – um deles transpacífico, e o outro transatlântico – serão negociados. As próximas rodadas terão mais sucesso?

A Rodada de Doha foi bombardeada pela recusa dos EUA em eliminar seus subsídios agrícolas – uma condição sine qua non para qualquer rodada de negociação que se preze, dado que 70% das pessoas nos países em desenvolvimento dependem direta ou indiretamente da agricultura. A posição dos EUA foi realmente sufocante, dado que a OMC já havia decidido que os subsídios dos EUA à produção de algodão – dados a menos que 25,000 fazendeiros dos mais abastados – eram ilegais. A resposta de Washington foi a de subornar o Brasil, país que trouxe a queixa, a não dar prosseguimento à questão, deixando à mercê milhões de cotonicultores na Índia e na África Subsaariana, que sofrem de uma depressão nos preços em razão da generosidade americana a seus ricos fazendeiros.

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