Posts Tagged ‘educação

14
dez
14

William Godwin – Educação Pela Vontade

(in The Enquirer, 1797)

William GodwinA liberdade é a mais desejável de todas as vantagens sub-lunares. Seria, portanto, de bom grado que eu transmitiria conhecimentos sem infringir, ou tentando violentar o menos possível, a vontade e o julgamento da pessoa a ser instruída.

Repito: desejo despertar num determinado indivíduo a vontade de adquirir conhecimentos. A única forma capaz de despertar num ser sensível a vontade de realizar um ato voluntário é exibir-lhes os motivos que justificam este ato.

Há duas espécies de motivos: os intrínsecos e os extrínsecos. Os motivos intrínsecos são aqueles que surgem da própria natureza inerente ao objeto recomendado. Os extrínsecos são aqueles que, não tendo uma ligação constante ou inalterada com a coisa recomendada, estão associados a ela ou por acidente ou pelo desejo de um indivíduo.

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26
mar
13

Marilena Chauí – A Universidade Operacional

Fila de Universitários

Fila de Universitários

A Reforma do Estado brasileiro pretende modernizar e racionalizar as atividades estatais, redefinidas e distribuídas em setores, um dos quais é designado Setor dos Serviços Não-Exclusivos do Estado, isto é, aqueles que podem ser realizados por instituições não-estatais, na qualidade de prestadoras de serviços.

O Estado pode prover tais serviços, mas não os executa diretamente nem executa uma política reguladora dessa prestação. Nesses serviços estão incluídas a educação, a saúde, a cultura e as utilidades públicas, entendidas como “organizações sociais” prestadoras de serviços que celebram “contratos de gestão” com o Estado.

A Reforma tem um pressuposto ideológico básico: o mercado é portador de racionalidade sociopolítica e agente principal do bem-estar da República. Esse pressuposto leva a colocar direitos sociais (como a saúde, a educação e a cultura) no setor de serviços definidos pelo mercado.

Dessa maneira, a Reforma encolhe o espaço público democrático dos direitos e amplia o espaço privado não só ali onde isso seria previsível -nas atividades ligadas à produção econômica-, mas também onde não é admissível -no campo dos direitos sociais conquistados.

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23
abr
12

William Godwin – Os Males de um Ensino Nacional

William Godwin

(em Investigação sobre a Justiça Política, 1793)

William GodwinOs danos que podem resultar de um sistema nacional de ensino estão, em primeiro lugar, no fato de que todos os estabelecimentos públicos trazem em si a idéia de permanência. Talvez pretendam guardar e difundir todas as formas de conhecimento que possam trazer algum benefício à sociedade, mas esquecem que há muita coisa ainda por conhecer. Mesmo que tenham sido extremamente úteis à época de sua criação, é inevitável que se tornem cada vez mais desnecessários com o decorrer do tempo.

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23
abr
12

William Godwin – Educação Pela Vontade

William Godwin

(in The Enquirer, 1797)

William GodwinA liberdade é a mais desejável de todas as vantagens sub-lunares. Seria, portanto, de bom grado que eu transmitiria conhecimentos sem infringir, ou tentando violentar o menos possível, a vontade e o julgamento da pessoa a ser instruída.

Repito: desejo despertar num determinado indivíduo a vontade de adquirir conhecimentos. A única forma capaz de despertar num ser sensível a vontade de realizar um ato voluntário é exibir-lhes os motivos que justificam este ato.

Há duas espécies de motivos: os intrínsecos e os extrínsecos. Os motivos intrínsecos são aqueles que surgem da própria natureza inerente ao objeto recomendado. Os extrínsecos são aqueles que, não tendo uma ligação constante ou inalterada com a coisa recomendada, estão associados a ela ou por acidente ou pelo desejo de um indivíduo.

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26
set
09

Richard Dawkins – O Maior Espetáculo da Terra

Criacionistas, agora eles estão vindo pegar suas crianças

As pessoas que rejeitam a teoria da evolução deveriam ser colocadas lado a lado com aquelas que negam o holocausto, declara o autor do novo e controverso livro.

Richard Dawkins

Richard Dawkins

 

Richard Dawkins

Traduzido por Vinícius Morais Simões: https://vsimoes.wordpress.com

Imagine que você é um professor de História Romana ou de Latim, ansioso para transmitir o seu entusiasmo pela Antiguidade Clássica – pelas elegias de Ovídio e pelas odes de Horácio, pela vigorosa economia da gramática latina como exibida na oratória de Cícero, as belezas estratégicas das Guerras Púnicas, o gênio estratégico de Júlio César e os excessos voluptuosos dos últimos imperadores. Este seria um grande empreendimento que tomaria muito tempo, concentração e dedicação. Ainda assim você encontraria o seu tempo continuamente prejudicado, a atenção da sua classe distraída, pelos latidos de uma matilha de ignoramuses (que como professor de latim você entenderia que seria o jeito certo de declinar ignorami) [1] que, com apoio político e especialmente financeiro, espalham aos quatro ventos que os romanos nunca existiram. Que nunca houve um Império Romano. Que o mundo inteiro veio a existir apenas um pouco antes do tempo de que temos memória. Que o espanhol, o italiano, o francês, o português, o catalão, o ocittânico e o romanche, todas essas línguas e os dialetos que as constituem surgiram espontânea e separadamente, e que nada devem a um ancestral chamado latim.

Ao invés de devotar toda a sua atenção para a nobre vocação de ser um erudito e professor, você é obrigado a investir parte do seu tempo e energia para a retrógrada defesa do pressuposto de que os romanos realmente existiram: uma defesa contra a exibição de um preconceito ignóbil que poderia fazê-lo chorar caso você não estivesse tão ocupado lutando contra ele.

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16
nov
07

Manifesto do Cursinho Popular CEPV – UEL

Os interesses privados e o vestibular público.

A troca da equipe pedagógica da COPS na Uel, responsável pela elaboração das provas do vestibular, ocorrida, justamente, quando a prova da 1º fase já estava em fase de conclusão e a data do vestibular se aproximava, suscitou na época muitos questionamentos e criticas.

Muito estranhas foram as justificativas da atual gestão acerca do critério adotado para tal mudança, nas palavras do novo diretor da COPS: “Antes era a turma do PT, que mudaram para quem quiseram. Agora é o Wilmar, que esta mudando pra turma dele.” [1] Demonstrando, no mínimo, uma grande irresponsabilidade, já que a motivação da troca não se guiou pelo mérito / competência, mas pela arbitrariedade política típica de regimes autoritários, percebe-se, desta maneira o “planejamento e critério, além de respaldo jurídico…” [2] que comentou o Reitor.

Sabemos que o vestibular da Uel, um dos pioneiros na introdução de Sociologia, Filosofia e Artes em suas provas, vinha aprimorando- se e exigindo do vestibulando, cada vez mais, um conhecimento crítico, interdisciplinar e reflexivo acerca das diversas áreas do conhecimento. O famoso “decoreba” e os antigos “macetes” já não serviam para o estudante que almejava uma vaga em qualquer curso da Uel, aqueles que criticaram a mudança na equipe pedagógica o fizeram, justamente, por compreenderem e apoiarem a exigência de um conhecimento mais crítico e reflexivo nas provas do vestibular da Uel.

Sobraram dúvidas e faltou clareza nos critérios de mudança da COPS. Prevaleceu o receio que a prova mudasse já para o próximo vestibular, pois uma mudança tão importante só se justificaria se houvesse a necessidade de uma revisão pedagógica. Talvez o questionamento mais importante tenha sido: A quem interessava uma nova mudança no conteúdo das provas do vestibular da Uel?

Ao contrário do que afirmou publicamente a Reitoria, de que seria respeitada a resolução Cepe nº 66/2006, que fixa normas e vagas para o concurso vestibular 2007, verificou-se desastrosas mudanças pedagógicas na prova de conhecimentos gerais do ultimo vestibular.

Prevaleceu o amadorismo e a mentira. A citada resolução foi descumprida, fundamentalmente, no artigo 29, onde se lê: “Na 1º fase, dia 05 de novembro de 2006 será aplicada a prova de conhecimentos gerais, elaborada na perspectiva interdisciplinar , …” algo não verificado, em nenhuma questão da prova de 2007.

Além do descumprimento deste artigo da resolução, fomos surpreendidos por uma prova de baixíssima qualidade.A maioria das questões, claramente divididas pela especificidade de cada disciplina (portanto, o oposto de interdisciplinarida de) não exigia do aluno o mínimo de reflexão crítica acerca dos conhecimentos tratados na prova, algo que nos remete aos sombrios tempos do “decoreba” e dos “macetes”.

Não podemos esquecer que as provas dos últimos vestibulares, interdisciplinares e reflexivas, foram duramente criticadas, principalmente, por algumas escolas particulares (empresas) de Londrina. Empresas, para as quais a educação é mais um artigo de luxo a ser consumido pelas classes dominantes, prevalecendo a fórmula: Educação (mercadoria) + aluno (cliente) – professor (escravo) = 0 de conhecimento crítico, pois o cliente tem sempre razão.

A prova realizada no ultimo dia 05/11 mudou. Trouxe o mínimo de conhecimento crítico e reflexivo. favorecendo claramente àqueles colégios particulares que criticavam o formato anterior Portanto, viemos através deste manifesto, declarar o nosso repudio e indignação em relação à atual equipe pedagógica da Cops e a reitoria. È inadmissível que aceitemos calados: a incompetência de uma equipe pedagógica amadora, que não cumpriu o artigo 29 da resolução CEPE nº 66/2006, que elaborou uma prova de qualidade questionável, e a mentira de uma reitoria que garantiu publicamente que nada mudaria para o vestibular 2007, comprometendo o trabalho de um ano daqueles que, como o Cepv-Uel, elaboraram um projeto pedagógico visando à preparação do aluno para uma prova interdisciplinar e crítica.

O presente Manifesto foi aprovado em assembléia geral na reuinião pedagógica realizada no dia 11/ 11 pelo CURSO ESPECIAL PRÉ-VESTIBULAR DA UEL.

15
out
07

Jornalismo Mentiroso

Na edição do Jornal de Londrina do dia 24/04/07 foi apresentada matéria de primeira capa referente às manifestações que ocorreram no Restaurante Universitário. É justamente nesse tipo de situação que nós podemos perceber a quem a ideologia por detrás da mídia corporativa serve. A minha intenção nesse post é revelar justamente isso.

A matéria pode ser encontrada no seguinte endereço: http://canais.rpc.com.br/jl/geral/conteudo.phtml?id=655559 e é escrita por Glória Galembeck. Não sei por que cargas d´água no site aparece Stella Meneghel.

As duas primeiras coisas que eu gostaria de evidenciar são as seguintes:

A primeira se refere ao afirmado apoio da reitoria, e da administração do SEBEC (Serviço de Bem Estar à Comunidade) – órgão ao qual o Restaurante Universitário está ligado – à suposta paralisação dos servidores. Qualquer pessoa com o mínimo senso crítico, na minha opinião, perceberia que essa só pode se tratar de uma jogada da própria administração da Universidade com a clara intenção de denegrir a imagem do Movimento Estudantil.

A segunda se refere à própria paralisação em si, e à matéria veiculada. Primeiro que, para que os servidores do Restaurante Universitário tivessem tomado uma decisão dessas eles teriam que estar minimamente mobilizados, ou seja, que eles tivessem se organizado e tivessem discutido entre si. Eles precisariam de espaço e de tempo que, normalmente, eles não têm. Além do que eles deveriam acreditar que teriam um mínimo de autonomia, que a administração da Universidade não dá para eles, para praticarem esse tipo de ação. E para a matéria ser veiculada seria necessário que, além disso, eles tivessem o interesse e a autonomia de recorrer aos órgãos de imprensa para cuidar da repercussão do encaminhamento tirado.

De forma alguma estou questionando a capacidade dos servidores do RU. Apenas gostaria de deixar claro que duvido muito de que seja isso que tenha acontecido. Por que, como eu disse, a exploração que eles sofrem não lhes dá tempo, espaço e nem autonomia para tal. Eu acredito piamente de que essa matéria foi simplesmente fabricada pela administração da Universidade.

Depois existem os méritos da própria matéria em si.

Basicamente a matéria diz que, se os estudantes voltarem a invadir o Restaurante Universitário, os funcionários iriam parar. E isso por que, com as invasões os funcionários se sentiam coagidos. Primeiro que o Restaurante Universitário se trata de um espaço público. Por causa disso é uma atitude ilegítima do jornal dizer que o estávamos invadindo. Segundo que em nenhum momento nenhum manifestante ameaçou qualquer funcionário. A única ameaça que eu vi que teve foi feita por um estudante pagante que estava na fila, o que não justifica a matéria.

Existem ainda outras questões ainda relativas à manifestação em si. As manifestações ocorreram Quinta e Sexta-Feira e se seguiram à reunião do Conselho de Administração da UEL que aprovou a redução de vagas da Moradia Estudantil, o aumento das taxas administrativas, e a expulsão dos vendedores ambulantes. Portanto, as manifestações começaram Quinta-Feira justamente por se tratar do dia imediatamente posterior à votação.

Muitas das pessoas que residem na Moradia Estudantil, eu acredito que sejam a maioria, simplesmente não poderiam estudar na Universidade se não fossem essas parcas políticas de Assistência, materializadas tanto na Moradia quanto no crédito mais barato. Percebam que, se não fosse esse socorro prestado pela Universidade a essas pessoas, elas simplesmente não estariam fazendo a Universidade, o que deveria ser um direito de todos. Tudo bem que, a educação, por se tratar por um direito, não deveria ser desvinculado de políticas de acesso e permanência entretanto, na absoluta falta dessas, espera-se que, pelo menos, o estado assista às pessoas que mais precisam. É justamente para isso que existem as triagens sócio-econômicas, como as que o SEBEC pratica na hora de selecionar os estudantes para a Moradia Estudantil.

Se uma universidade não pratica essas políticas ela está simples e claramente promovendo uma exclusão social. E é exatamente isso que a UEL vêm fazendo através da diminuição das suas políticas de assistência.

Pois bem, isso tudo foi para explicar a razão das pessoas, na manifestação, terem comido de graça. O que só aconteceu na Quinta-Feira, por que na Sexta-Feira, os funcionários, por ordem do Diretor do SEBEC, retiraram a comida da mesa assim que os manifestantes começaram a pegar as bandejas.

A manifestação na Quinta-Feira teve a seguinte dinâmica: as pessoas entraram pulando pelas roletas de saída, se aglomeraram em volta das mesas e algumas pessoas começaram a discursar. Acabado o discurso, a manifestação, gritando palavras de ordem, se dirigiu ao outro refeitório aonde repetiu o mesmo procedimento. Depois disso os manifestantes entraram na fila da bandeja e começaram a pegar comida.

Eu já disse que é simplesmente uma mentira dizer que os funcionários se sentiram coagidos com a manifestação por que nenhum manifestante, em momento algum, ameaçou os funcionários. Entretanto, gostariam que entendessem o porquê de um estudante pagante, que estava na fila, ter feito isso.

A razão simples é por que a fila estava parada, e a fila estava parada por que os funcionários se recusavam a servir. Entretanto isso se deve ao como a manifestação se desenvolveu naquele dia.

Na Sexta-Feira, saímos bem mais tarde do que na Quinta. Então tinha bem menos gente no refeitório. Como as catracas estavam sendo vigiadas por seguranças, entramos pela porta da frente, abrindo a portinhola de entrada de funcionários.

Fizemos a manifestação no refeitório da esquerda como de costume. Depois disso, alguns manifestantes, eu inclusive, tentamos pegar almoço. Como os funcionários rapidamente tiraram a comida da mesa, nós simplesmente abandonamos nossa bandeja mais à frente. Enquanto isso um grupo de manifestantes tentava atravessar de um refeitório a outro.

Percebam, a manifestação, se fosse seguir como no dia anterior, simplesmente iria discursar em um refeitório, passar para o outro, discursar no outro, e como não ia poder almoçar, ia embora. Entretanto, naquele dia não foi possível passar livremente de um refeitório a outro por que na hora que fomos fazer isso, tinha um cordão de seguranças impedindo a passagem. Quer dizer, a responsabilidade da manifestação ter se estendido além do previsto é da própria administração do SEBEC.

Para quem não sabe, no RU da UEL você tem dois refeitórios, um à esquerda e um à direita. Para escolher um ou outro refeitório, você pode pegar a fila do respectivo refeitório que, de qualquer maneira, são paralelas até chegar às bandejas. Quando você chega às bandejas você segue da esquerda para a direita no refeitório da direita ou da direita para a esquerda no refeitório da esquerda, ao longo de um corredor, aonde você pega os pratinhos com comida.

Pois bem, como estávamos no refeitório da esquerda, atravessando para o da direita, em uma determinada altura do campeonato o cordão de isolamento se desfez e o grupo começou a atravessar para o outro lado. Isso até encontrar com o diretor do SEBEC no fim do corredor do RU. Por causa disso a manifestação ficou aglomerada no corredor (ocupando todo o espaço em frente ao local as pessoas se servem).

Nessa discussão, o tal diretor do SEBEC, o Sr Oswaldo Yokota, afirmou que se os manifestantes se deslocassem para o refeitório da direita, ele liberaria o da esquerda. Por comum acordo nós aceitamos a proposta simplesmente por que não tínhamos interesse algum em prejudicar as pessoas que estavam na fila. Entretanto, enquanto os manifestantes se deslocavam, um dos manifestantes ainda estava discutindo com o Sr Yokota chamou todo o pessoal para ir lá fora discutir. Bem, como isso não foi proposto ao e discutido pelo coletivo dos manifestantes, apenas algumas pessoas foram. Enquanto isso os manifestantes não estavam mais ocupando o corredor.

Eu estava lá dentro. E enquanto estava lá dentro, veio uma moça lá do fundo dizendo que tinha um estudante tentando invadir a cozinha. Eu fui pessoalmente lá ver se isso era verdade, para não permitir que uma mentira dessas fosse inventada e imputada a nós. Pois bem, foi nessa ocasião que eu vi que era um rapaz, pagante, que estava na fila, que estava “coagindo” os funcionários. E isso justamente por que os funcionários se recusavam a servir a comida.

Percebam, portanto, que além de a manifestação se estender além do esperado devido justamente à medida adotada pela administração do SEBEC, o dissabor criado com os outros estudantes deveu-se ao desleal não cumprimento de sua própria proposta praticada pelo Sr Oswaldo Yokota.

Portanto, acho que está claro o quanto essa matéria e esse jornal são mentirosos e indignos de qualquer credibilidade.