By vsimoes

Antes de tudo esse é um blog pessoal. Isso quer dizer que, apesar de tratar quase que exclusivamente sobre movimento estudantil, ou política de modo geral, ele reflete as opiniões de seu autor. Além disso, quando criei este blog tive a intenção era tratar sobre outros temas, como tecnologia e software livre, por exemplo, que acabaram sendo deixados para trás.

Este blog é resultado da iniciativa individual de seu autor em tentar oferecer a todos os militantes e estudantes, sejam da UEL ou não, relatos, análises e reflexões sobre um movimento em especial, do qual sou militante. Quando eu criei o blog eu ainda fazia parte do coletivo que atualmente participa da diretoria do DCE desta universidade. Digo isso por que, na verdade, o criei para resolver de maneira individual, um problema que o coletivo era incapaz de resolver de forma coletiva, que era o da articulação com a opinião pública.

O nome Contra-Informação surgiu a partir da ideia de que o blog deviria servir de contraponto às opiniões veiculadas pela mídia de massa, quase que exclusivamente corporativas. No momento em que essa descrição está sendo escrita, me lembro, de cabeça, de ter escrito um esclarecimento acerca da audiência pública (Sobre a Audiência Pública), uma crítica à reportagem sobre o pula-catraca do Restaurante Universitário (Jornalismo Mentiroso), uma matéria do Jornal Laboratório sobre o Movimento Estudantil da UEL (A Controvertida Matéria do Jornal Laboratório) e também sobre uma matéria relativa ao Plano de Segurança (Mentiras, mentiras deslavadas… e estatísticas).

Por enquanto é só.

Saudações Libertárias,

Vinícius Simões

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3 Responses to “Sobre o blog”


  1. 1 Cássio Amador
    julho 4, 2007 às 3:50 pm

    Olá!

    Eu era do movimento estudantil. Fui em congressos da UNE, alternei entre presidente e vice do CA do meu curso por 3 anos, e pelo mesmo tempo fui representante dos alunos do colegiado. Participei de quase todas as reuniões e assembléias (dos alunos e dos professores) durante a greve de 6 meses de 2001-2002, e posso dizer que me decepcionei com o tão sonhado Movimento Estudantil. Falava quem conseguia falar em cima do outro, só era ouvido quem era contra o governo. Atualmente sou um dos representantes da Associação de Pós-graduandos da Pós-graduação em que estudo.

    A impressão que eu tenho hoje, passado uns 3 anos desde que saí do CA, e como venho observando os movimentos da UNE, é de que a situação não mudou muito.
    O maior problema é que os alunos não tem representatividade, pois a maioria dos estudantes não se interessa. Mas poderiam se interessar, se esse Movimento Estudantil não fechasse as portas para o diálogo. Essa é a impressão que eu tive, e que ainda tenho, a de que muitos não querem saber de movimento estudantil porque não conseguem expor usas idéias, caso elas não sejam contra o governo. Já vi pessoas criticando aquilo que ela mesmas pediram para ter, e eu não via argumento no que falavam.

    Por isso, aquelas pessoas que estudam em seus cursos de acordo com o que os professores pedem, que tiram boas notas, ou seja, que já “se enquadram ao sistema”, não procuram o movimento estudantil, mas não por falta de interesse ou de idéias, mas sim porque já tem um pré-conceito de que não serão ouvidas.

    Hoje vejo que não adianta forçar as pessoas a terem uma mentalidade que elas não tem, ou, em outras palavras, fazer uma greve em nome de uma porcentagem muito maior que não quer a greve. Temos que sempre tentar dialogar e chamar as pessoas para o diálogo, mas não forçá-las a algo que não querem.

    Desculpe pelo texto longo, e admiro sua vontade se expressar, e ter criado um blog para isso. Sinto muitas saudades da UEL, mas não gosto de lembrar quando eu ia procurar o pessoal do DCE para conversar sobre alguns assuntos e encontrava a maioria usando o “cigarrinho do capeta”, ou quando, para “protestar”, resolveram vender bebida alcoólica dentro do campus.

    Saudações,
    Cássio

  2. 2 Arthur
    maio 4, 2008 às 2:53 pm

    Meu caro Cássio,
    Me perdoa a expressão, mas isso que você alegou acima é conversa fiada!! A maioria dos militantes do ME se utilizam desse seu expendiente para explicar a pequeníssima adesão dos estundantes em geral à militância. Isso só pode ser fruto de uma visão romântica que idealiza o ser humano (principalmente quando é pobre), cujas raízes estão num pensamento rousseuniano, que via o homem como bom selvagem, e que o próprio Marx reproduziu. Chega de idealismo!!! Grande parte dos estudantes vem de uma criação conservadora, é verdade, mas o fato principal é que o ser humano é em geral mesquinho e preocupado com o próprio conforto. São poucos os capazes de ir além disso, capazes de ver o mundo como um processo e, portanto, como algo passível de ser transformado. Estes, no entanto, é que fazem a história, com a força material das massas, mas com o cérebro da vanguarda.

  3. 3 vsimoes
    maio 4, 2008 às 5:12 pm

    Olá Cássio e Arthur, antes de tudo gostaria de agradecer a participação de vocês.

    Apesar de discordar de uma coisa pontual em relação ao que o Arthur falou, gostaria de fazer uma crítica ao Cássio. Realmente Cássio, é um pouco difícil imaginar, em tempos em que a autonomia da universidade vem sendo cada vez mais reduzida a mera letra morta, que pessoas que não tenham críticas ao governo se manifestem em prol de qualquer coisa que seja. Entretanto, uma coisa que gostaria que entendesse é que o movimento estudantil não é propriedade particular de ninguém. Assim como existem mesmo alunos que, apesar de no discurso defenderem que querem construir um movimento democrático, estabelecido sobre as bases da ampla participação e diálogo e, no fim das contas, só sabem discutir através da disputa no grito, fabricação forçada de consenso, e exclusão dos elementos divergentes, existem também estudantes que estão genuinamente dispostos a construir um movimento legítimo, baseado no franco diálogo.

    Agora, como o movimento estudantil não é propriedade de ninguém, nenhum estudante deveria esperar alguma permissão para participar. Eu entendo que quem não é militante busca encontrar um espaço que o receba, que o oriente, e que o introduza gradualmente no processo, entretanto quando há a falta desse espaço cada estudante deveria ter consciência de que o seu papel deveria ser lutar pela existência de um. Pessoalmente, em se tratando do movimento da minha universidade, o que eu vejo é que essa situação leva pessoas a confundirem as relações, apoiando acriticamente, de maneira despolitizada e por razões puramente pessoais, o grupo que detêm a hegemonia no movimento local. Não discrimino ninguém, pois essa é uma necessidade muito forte do ser humano, entretanto lamento que isso leve essas pessoas a serem usadas dessa forma, assim como lamento a influência que isso tem no movimento em si por que, no final das contas, essa despolitização prejudica bastante a construção do movimento. Não acho que a vontade de fazer parte deveria levar as pessoas a apoiar acriticamente seja lá o que for mas, o que vejo, é que é exatamente isso que acaba acontecendo.


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